Reabilitação do Convento do Desterro. E agora?

As obras de reabilitação do antigo Hospital do Desterro, em Lisboa, para o transformar num espaço cultural, estão paradas e não há prazo previsto para a sua conclusão, avançou um dos promotores do projeto. “No que respeita a prazos, no momento não conseguimos dar uma indicação de datas concretas”, informou a Mainside, empresa parceira do […]

As obras de reabilitação do antigo Hospital do Desterro, em Lisboa, para o transformar num espaço cultural, estão paradas e não há prazo previsto para a sua conclusão, avançou um dos promotores do projeto.

“No que respeita a prazos, no momento não conseguimos dar uma indicação de datas concretas”, informou a Mainside, empresa parceira do projeto de reabilitação do Convento do Desterro, em resposta escrita à Lusa.

Em novembro do ano passado, fonte da empresa disse à Lusa que a reabilitação deveria estar terminada antes do verão deste ano.

A Câmara Municipal de Lisboa, a Estamo (empresa que gere património imobiliário do Estado) e a Mainside (empresa promotora da Lx Factory, em Alcântara) assinaram em maio de 2013 um protocolo, “tendo em vista a reabilitação e reutilização do Hospital do Desterro”, que passará a ser um “território experimental aberto ao mundo”.

A Mainside, responsável pela gestão do novo espaço, disse à Lusa estar a “aguardar respostas por parte da entidade proprietária do espaço, a Estamo, para dar continuidade aos trabalhos de obra”.

“Respostas [que são] fundamentais para o normal andamento do processo”, acrescentou.

A empresa garante que o projeto “continua em desenvolvimento” e que, “apesar do compasso de espera dos trabalhos de obra, o conceito tem evoluído e está cada vez mais forte e coerente”.

Em 2013, “foi realizado um conjunto de obras enquadradas numa primeira fase de trabalhos que visavam uma limpeza do espaço e algumas demolições de elementos que não faziam parte do edifício original do Mosteiro de Nossa Senhora do Desterro, nomeadamente acrescentos sem valor patrimonial resultantes das necessidades de uso hospitalar”.

Em maio do ano passado, o presidente da Mainside revelou que o investimento para a primeira fase era de um milhão de euros.

 

OJE/Lusa

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