Receita da Huawei Portugal com relógios inteligentes subiu 22%: “O mercado português é muito aberto”

“Quando olhamos para esta cidade e vemos o quão bonita e colorida é podemos perceber como é que, nos ‘wearables’ GT 2 e GT 3, com as braceletes de ouro, venderam tão bem em Portugal”, conta Jiandong Xue, o novo diretor de consumo da empresa.

Cristina Bernardo

Cada vez mais portugueses têm relógios inteligentes (smartwatches) da Huawei no pulso. A receita da Huawei em Portugal só com wearables aumentou 22% no ano passado, em comparação com o período homólogo, e a marca pretende passar do segundo lugar no ranking das marcas mais vendidas no país (+25%) para se tornar número um. A missão é agora encabeçada Jiandong Xue, o novo diretor de consumo.

A estratégia passar por vender tecnologia inovadora e corresponder às necessidades do quotidiano das pessoas, que se reveem mais no equilíbrio entre a posse de um “superdevice” (superdispositivo), em que tudo está conectado e investimento no fitness e na saúde, medida ao milímetro através dos ecrãs. A aposta não vem ao acaso: a Huawei viu-se destronada pela Apple, Samsung e Xiaomi na venda mundial de smartphones no ano passado.

“Começámos nos smartphones e estamos agora com os wearables e o PC, em todas as categorias. Estamos comprometidos em oferecer produtos inovadores para o consumidor. Somos uma empresa de tecnologia e inovação. A nossa missão é entregar o melhor produto, o mais tecnológico. Não interessa se são wearables ou computadores. O que interessa é o produto e o que o consumidor quer”, disse Jiandong Xue, country head de CBG (Consumer Business Group) da Huawei Portugal, em declarações ao Jornal Económico, num evento de apresentação em Lisboa.

A multinacional chinesa explica que a tendência em Portugal de procura de wearables – nomeadamente pulseiras inteligentes com um valor inferior a 50 euros – está a dar lugar à compra de dispositivos inteligentes com mais funcionalidades e designs mais apelativos, com preços que podem chegar aos 150 euros (ou seja, o segmento onde se encontra o novo Huawei Watch Fit 2). Por exemplo, o Watch GT Series ultrapassou as 100 mil unidades vendidas desde que foi lançado, enquanto o Watch Fit Series vendeu mais de 35 mil unidades.

“O mercado português é muito aberto, o que significa que temos mais oportunidades, mais possibilidades. Quando olhamos para esta cidade e vemos o quão bonita e colorida é podemos perceber como é que, nos wearables [Watch] GT 2 e GT 3, com as braceletes de ouro [que se mudam], venderam tão bem em Portugal”, assinalou Jiandong Xue aos jornalistas. “Não importa o tipo de consumidor. Podem sempre escolher o estilo que se adapta a si. Queremos ter diferentes inovações para cada um”, sublinhou, referindo-se aos modelos clássico, profissional ou desportivo dos relógios.

Jiandong Xue está há mais de dez anos na empresa com sede em Cantão, tendo sido responsável pela gestão de 50 mil lojas da Huawei na China e, mais recentemente, ocupado o mais alto cargo na área de retalho da Europa. “Para a Huawei, Portugal é sem dúvida um mercado muito muito importante. Mesmo antes de estar na Huawei Portugal, enquanto trabalhei enquanto diretor de Retalho na região da Europa Ocidental, durante três anos, costumava vir aqui porque sabemos da importância. Acho que o consumidor português é muito apoiante da Huawei ao longo dos anos”, reiterou.

Em relação aos computadores, a Huawei Portugal teve quase 10% de quota de mercado (PC) durante o período de regresso às aulas, o que contribuiu para que a loja online atingisse vendas de mais de um milhão de euros desde o seu lançamento durante a pandemia (em abril de 2021). “O interesse do consumidor não é só nos relógios e telemóveis, mas também nos computadores”, garante o country head de CBG.

O executivo da Huawei diz que a empresa pretende comercializar um “pacote” em que não só conta o hardware como o software e também os algoritmos de inteligência artificial que estão incluídos. É o caso, por exemplo, dos relógios da marca, que podem estar ligados a telemóveis com sistema Android e iOS (Apple) e contam com um treinador pessoal que diz a quem os tem no pulso quais os exercícios físicos a fazer naquele dia para cumprirem as suas metas.

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