Lucros da Greenvolt triplicam para 16,8 milhões de euros até setembro

O EBITDA mais do que duplicou (154%) para 74,8 milhões de euros, em comparação com o período homólogo. Nos primeiros nove meses de 2022, a energética registou um aumento de 134% nas receitas para 195,2 milhões de euros.

A Greenvolt triplicou as suas receitas nos primeiros nove meses do ano ao registar um aumento de 134% para 195,2 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado pela empresa energética à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta terça-feira, 22 de novembro.

Por sua vez, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mais do que duplicado (154%) para 74,8 milhões de euros em comparação com o período homólogo.

Também o lucro triplicou para 16,8 milhões de euros, o que representou um crescimento de cerca de 241% face ao período homólogo de 2021, tirando a Greenvolt partido dos segmentos de biomassa e utility scale, que gerou, no terceiro trimestre, uma receita de 13,8 milhões de euros.

A empresa tem em Portugal cinco centrais de biomassa residual florestal, com uma capacidade instalada de 100 MW, enquanto no Reino Unido detém uma participação maioritária (51%) na central de TGP com cerca de 42 MW que utiliza exclusivamente resíduos lenhosos urbanos.

No período em análise, informa a Greenvolt que foram injetados na rede cerca de 775 GWh, o que corresponde a um aumento de 27% face à energia injetada no período homólogo. As receitas totais de biomassa e estrutura totalizaram 147,3 milhões de euros, o que significou um aumento de 79% face ao mesmo período do ano anterior. Já o EBITDA excluindo o custos de transação atingiu os 75,4 milhões de euros, representando um aumento de 116%.

Em construção a empresa tem mais de 300 MW, estando em Portugal em fase final de construção o Parque de Tábua com cerca de 48 MWp, as Unidades de Pequena Produção (UPPs) da Figueira da Foz e de Ródão, que totalizam cerca de 14 MWp e 10 MWp em parceria com a Infraventus.

A Greenvolto espera que até ao final do ano, entrem em operação 63 MWp no país, distribuídos entre o Parque solar de Tábua, a UPP de Ródão e os primeiros 10MW da parceria com a Infraventus, seguidos no primeiro trimestre de 2023 pela UPP da Figueira da Foz.

João Manso Neto, CEO da Greenvolt, considera que “os resultados dos primeiros nove meses deste ano confirmam a credibilidade e capacidade da Greenvolt de realizar os objetivos a que se propôs no seu plano de negócios aquando do IPO, e que mais tarde reforçou com o aumento de capital em julho de 2022”.

O CEO destaca ainda que a Greenvolt está atenta “ao contexto de mercado, e de forma a garantir estes objetivos, temos vindo a reforçar a robustez do nosso balanço, nomeadamente através do recente aumento de capital e emissão obrigacionista, construindo assim uma posição sólida de liquidez para as necessidades futuras, tendo neste momento mais de 700 milhões de euros disponíveis em caixa e linhas de crédito por utilizar”.

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