Receitas da Meta caem para os 28 mil milhões de dólares. Ações perderam metade do valor desde o início do ano

A empresa-mãe do Facebook apresentou os resultados do segundo trimestre esta quarta-feira. Uma quebra no negócio de publicidade impactada pelas regras de privacidade da Apple deixou as receitas da tecnológica abaixo das expetativas.

A empresa-mãe do Facebook, Meta, apresentou os resultados para o segundo trimestre esta quarta-feira, no encerramento da sessão de Wall Street. A empresa de Mark Zuckerberg assinala uma quebra maior do que a que já era esperada, tanto nas receitas como nos ganhos. As ações caíram 4% na negociação pós-fecho.

De acordo com a Refinitiv, os ganhos da Meta fixaram-se no segundo trimestre nos 2,46 dólares por ação, face aos 2,59 dólares que a empresa previa. As receitas acompanharam a tendência, com a tecnológica a meter em caixa 28,82 mil milhões de dólares (cerca de 28,25 mil milhões de euros), uma soma que fica abaixo das previsões apresentadas anteriormente, que antecipavam receitas na ordem dos 28,94 mil milhões.

Também o número de utilizadores ativos mensalmente desceu para os 2,93 mil milhões de utilizadores a utilizarem as plataformas da Meta mensalmente. Apenas o número de utilizadores ativos diariamente ficou acima do esperado: 1,97 mil milhões.

As ações da Meta perderam cerca de metade do seu valor desde o início do ano, em parte pelo receio dos investidores quanto à resiliência do negócio nuclear da empresa: a publicidade online. O segmento foi fortemente impactado pela atualização dos termos de privacidade da Apple, no ano passado.

O sistema operativo do iPhone passou a limitar a capacidade da Meta de rastrear a atividade dos utilizadores fora das aplicações – decisão que levou mesmo Mark Zuckerberg a ameaçar abandonar a App Store. A somar ao castramento digital, a evolução da economia tem obrigado muitas empresas a cortar nos orçamentos de publicidade.

O CFO David Wehner passa a assumir novas funções enquanto Chief Strategy Officer e passará a coordenar o desevolvimento da empresa a nível global, anunciou a Meta. Wehner será substituido por Susan Li, que até então era a vice-presidente da área financeira.

Além das perdas a reportar neste segundo trimestre, a Meta revelou que prevê resultados em linha com estas quebras para o próximo trimestre, com uma “continuação da fraca procura por ambientes de publicidade que experienciámos durante o segundo trimestre, que acreditamos estar a ser liderada por uma incerteza macroeconómica alargada”.

A empresa diz que as vendas no terceiro trimestre deverão ir dos 26 aos 28,5 mil milhões, em linha com as expetativas dos analistas.

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