Receitas do Manchester United diminuem sem Liga dos Campeões

A ausência da edição deste ano da Liga dos Campeões afectou as contas do Manchester United. Num comunicado emitido na passada terça-feira, 18, o clube inglês anunciou um recuo de 9,9% nas receitas para 88,7 milhões de libras (111 milhões de euros) durante o primeiro trimestre que terminou a 30 de Setembro, comparando com os […]

A ausência da edição deste ano da Liga dos Campeões afectou as contas do Manchester United. Num comunicado emitido na passada terça-feira, 18, o clube inglês anunciou um recuo de 9,9% nas receitas para 88,7 milhões de libras (111 milhões de euros) durante o primeiro trimestre que terminou a 30 de Setembro, comparando com os 98,5 milhões de libras (123 milhões de euros) registados em igual período no ano passado.

O recuo ainda poderia ter sido ainda maior, mas a ausência da maior competição entre clubes a nível europeu foi compensada por um acréscimo no valor dos patrocínios e uma menor folha salarial.

Os gastos com pessoal beneficiaram, no primeiro trimestre, duma redução de 3.5 milhões de libras (3.76 milhões de euros), para 49.4 milhões (61 milhões de euros), um emagrecimento de 6,6%, anunciou o clube. Por outro lado, o contrato assinado com a Adidas, negócio fechado por 750 milhões de libras (938 milhões de euros) com a duração de 10 anos, terá naturais reflexos (receitas de vendas e de licenciamento) no investimento na equipa de futebol.

“Apesar de reconhecermos que os resultados financeiros desta época vão reflectir a nossa ausência da Liga dos Campeões, assinámos o maior patrocínio de equipamento na história do desporto”, disse em comunicado Ed Woordward, vice-presidente executivo. “Iremos focar os nossos esforços nas oportunidades de crescimento expressivo dos patrocínios, meios digitais de retalho e merchandising”, reforçou o executivo.

A quebra salarial registada deve-se não só ao fato do Man United não ter de pagar prémios de participação na Champions League, bem como ao êxodo dos pesos pesados a nível de remuneração como Rio Ferdinand, Patrice Evra ou Ryan Giggs. Apesar destas saídas, o novo treinador Louis van Gaal conseguiu reforçar a equipa com contratações de peso, como Angel di María, Marcos Rojo, Daley Blind ou Radamel Falcao, e ainda assim manter a folha salarial a níveis inferiores do seu antecessor David Moyes, que terminou a época passada em 7.º lugar, não conseguindo, por isso, o acesso à Liga Milionária.

A ausência da Liga dos Campeões do clube propriedade dos irmãos Glazer, fato registado pela primeira vez em duas décadas, teve ainda como consequência uma quebra de 13% (16,8 milhões de libras) e de 21,8% (15,1 milhões de libras) nas receitas televisivas e na bilheteira.

O Manchester United ocupa actualmente a sétima posição na Premier League, a 13 pontos do líder Chelsea.

Recomendadas

Médicos dão prazo de duas semanas para Ministério da Saúde marcar reunião

“Já fizemos seguir o pedido de reunião ao senhor ministro [da Saúde, Manuel Pizarro] e solicitámos que essa reunião se desenvolva com a celeridade que deve e estabelecemos um limite para nas próximas duas semanas sermos convocados para essa reunião”, adiantou Noel Carrilho.

Número de trabalhadores em layoff clássico cai 6% em agosto

Os empregadores recorreram menos ao layoff clássico em agosto do que no mês anterior. Caiu 6% o número de trabalhadores abrangidos.

Teixeira dos Santos defende que aumentar pensões e Função Pública não alimentaria inflação

Em entrevista ao Público, o ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos não só não acredita que aumentar as pensões e os salários da Função Pública alimentaria a espiral inflacionista, como atira que o Governo tem de esclarecer melhor o argumento utilizado pelo Governo para limitar as atualizações regulares a que os pensionistas teriam direito.