Receitas totais da Vodafone Portugal sobem 6% para 612 milhões de euros (com áudio)

As receitas de serviço da operadora de telecomunicações também aumentaram 6%, para 561 milhões de euros, no primeiro semestre do ano fiscal de 2022-2023. CEO admite impacto da inflação nas últimas contas da empresa.

As receitas totais da Vodafone Portuga subiram 6,1% para os 612 milhões de euros durante o primeiro semestre do ano fiscal de 2022-2023 em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os meses de abril a setembro, as receitas as receitas de serviço da operadora de telecomunicações aumentaram 6,2% em termos homólogos para 561 milhões de euros.

A empresa considera que os resultados financeiros obtidos neste exercício advêm de uma “estratégia consistente de inovação no mercado nacional”, mas reconhece que “os desafios impostos pelo atual contexto socioeconómico” impactaram as contas, sobretudo no último trimestre.

“Os resultados alcançados no período em análise ocorreram num contexto de expressiva inflação, em particular no segundo trimestre, a mais alta na nossa história de 30 anos celebrados a 18 de outubro”, contextualiza o CEO da Vodafone Portugal, no relatório financeiro divulgado esta terça-feira.

Ainda assim, se observarmos apenas a faturação de julho a setembro, as receitas de serviço da Vodafone Portugal atingiram 286 milhões de euros (+5,7% em comparação com os mesmos meses de 2021) e as receitas totais tiveram um acréscimo de 6% para 313 milhões de euros.

Na opinião de Mário Vaz, “no sector das telecomunicações este impacto agrava-se, em particular pelos custos os combustíveis e de energia – de que somos grandes consumidores em resultado da sua essencialidade para a operação das nossas redes -, bem como pelos distúrbios das cadeias logísticas e consequente aumento de preços e prazos de entrega dos equipamentos necessários à operação”.

“Para a Vodafone, esta conjuntura tem um impacto acrescido num momento em que estamos a desenvolver múltiplos planos de modernização da nossa rede (móvel e fixa)”, afirma o CEO, assegurando que a empresa pretende dar continuidade ao seu compromisso com o país, apesar desses obstáculos.

No final de setembro, o número de clientes móveis fixava-se nos 4,775 milhões (+1,9%). Por sua vez, a base de clientes de banda larga atingiu os 905 mil e de TV chegaram aos 833 mil (+6,8%). Já a rede FTTH (fibra até casa) de última geração abrangia 4,3 milhões de lares e empresas (+6%), através de rede própria e de parcerias estratégicas.

A ‘telecom’ revela ainda que em pleno verão, entre julho e agosto, o tráfego de dados na rede móvel da Vodafone duplicou (+102%), quando comparado com o período pré-pandemia (2019) devido ao “perfil de consumo dos utilizadores, o maior recurso aos dispositivos móveis durante os tempos de lazer, bem como a retoma do turismo e o regresso dos grandes eventos”.

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