Reclamações a hospitais e maternidades aumentam um terço. Caos das emergências ainda não contemplado

Nos primeiros cinco meses de 2022, o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, foi a unidade de saúde com mais reclamações, concentrando o dobro das queixas em relação às outras unidades hospitalares.

As reclamações dos utentes dirigidas a hospitais e maternidades registaram um aumento de 33% nos primeiros cinco meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2021. Mais de 70% das queixas são relativas à falta de qualidade no atendimento por parte dos profissionais das unidades de saúde, bem como no atendimento telefónico, revela o Portal da Queixa.

As restantes reclamações dividem-se problemas com consultas — seja marcação, remarcação e cancelamento — (22%), dificuldades com o pagamento e faturação de consultas/exames (2%) e outros motivos (2%).

O Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, foi a unidade de saúde com mais reclamações, concentrando o dobro das queixas em relação às outras unidades hospitalares, que são o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Hospital Vila Franca de Xira, Hospital de Santa Maria (Lisboa) e o Hospital de São João (Porto).

O caos das urgências relatado ao longo do mês de junho ainda não tem efeito nestas estatísticas, mas a análise já a identificava “vários problemas relacionados com serviços de ginecologia e obstetrícia”, nomeadamente, no que diz respeito a partos. A plataforma nota que, entrentanto “o Governo decidiu criar uma comissão de acompanhamento que pretende arranjar uma fórmula para que exista “maior coordenação” entre os hospitais e maternidades”.

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