Reclamações dirigidas ao sector da saúde disparam 65%. Privado com mais queixas que o público

O sistema privado foi o mais visado, com 3.065 queixas (62%) e o público foi alvo de 1.862 reclamações (38%), de um total de 299 entidades de saúde analisadas.

As reclamações dirigidas ao sector da saúde dispararam 65% de 1 de janeiro a 9 de novembro comparativamente ao mesmo período de 2019, antes da pandemia, segundo o Portal da Queixa. No total, foram recebidas 4.927 queixas.

O sistema privado foi o mais visado, com 3.065 queixas (62%) e o público foi alvo de 1.862 reclamações (38%), de um total de 299 entidades de saúde analisadas.

Os principais motivos de queixa são a falta de qualidade do atendimento (34% das queixas); problemas com consultas, nomeadamente, cancelamentos e atrasos (19%); questões relacionadas com pagamentos, taxas e reembolsos (13%); e a falta de medicamentos (6%).

Simultaneamente, Hospitais e Maternidades são categoria mais reclamada, com 939 queixas, uma subida de 29% em relação ao período homólogo de 2021, onde se verificaram 727 queixas. “Seguem-se os Planos de Saúde, alvo de 543 queixas desde o início do ano, porém, a registar uma redução de 29% em relação a 2021, onde acolheram 761 queixas”, indica o comunicado.

Farmácias e Parafarmácias não escapam, acumulando mais de 300 reclamações, mas a variação face ao anterior é também é de descida (-16%), comparando com as 359 recebidas em 2021.

“E é na categoria Laboratórios e Análises que se verifica a maior variação de crescimento: 89% face a 2021. Este ano, somam 164 reclamações no período analisado e, no ano passado foram 89”, acrescenta.

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