Recolher obrigatório termina este fim de semana. Conheça as 3 fases do desconfinamento

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quinta-feira no briefing do Conselho de Ministros que também os eventos desportivos vão passar a ter público de acordo com as regras definidas pela Direção Geral de Saúde.

Lusa

O comércio, restauração e espetáculos culturais vão passar a ter um horário limite até às 2h e de acordo com as regras definidas pela Direção Geral de Saúde (DGS). A informação foi dada pel oprimeiro-ministro, António Costa, esta quinta-feira, 29 de julho, no briefing do Conselho de Ministros.

As novas medidas de desconfinamento serão feitas por três fases distintas:

A primeira fase a partir do dia 1 de agosto, o recolher obrigatório deixa de estar em funcionamento, sendo permitido circular na via pública a qualquer hora. Os eventos desportivos passam a ter público (regras DGS) e os espetáculos culturais a contar com 66% da lotação.

Já os casamentos e batizados passam a contar com uma lotação de 50%, enquanto os equipamentos de diversão passam a funcionar segundo as regras da DGS e em local autorizado pelo município local. O teletrabalho passa de obrigatório para recomendado, quando as atividades o permitam. Nesta primeira fase continuam encerrados os bares e discotecas, estando proibidas as festas e romarias populares.

A segunda fase irá arrancar quando 70% da população estiver com a vacinação completa, o que de acordo com o Governo deverá acontecer no início de setembro. Nessa altura, deixará de ser obrigatório o uso de máscara na via pública (a não ser que não seja possível manter o distanciamento), os casamentos e batizados, bem como os espetáculos culturais passam a ter 75% da lotação.

Ainda nesta segunda fase deixa de existir uma limitação nos transportes públicos e os serviços públicos deixam de ter marcação prévia.

Por fim, a terceira fase que está prevista arrancar em outubro, altura em que o Governo estima que 85% da população estará com vacinação completa. Os bares e discotecas voltam a abrir, mas com a exigência de certificado digital ou teste negativo, os restaurantes deixam de ter um número um limite máximo de pessoas por grupo, bem como deixa de existir um limite de lotação.

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