Recurso ao renting para a compra de carro cresce 57% nas PMEs após pandemia

O Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2022 da Arval revela que 35% das Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais consideram aumentar ou introduzir o renting como método de financiamento das suas frotas nos próximos 3 anos.

Handover of car keys in a dealership

O Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2022 da Arval revela que 35% das Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais consideram aumentar ou introduzir o renting como método de financiamento das suas frotas nos próximos 3 anos.

Isto significa que a opção de renting enquanto solução de financiamento para as PMEs portuguesas aumentou após pandemia.

Adicionalmente, o renting demonstra uma tendência de crescimento nos próximos 3 anos como uma das principais formas de financiamento das frotas empresariais, com 35% das PMEs em Portugal a considerarem como certo e provável um aumento do uso desta solução, opinião manifestada pelos decisores dos restantes países na Europa (33% média europeia), avança o estudo.

“Entre os quatro principais métodos de financiamento, a procura pelo uso de renting cresceu em Portugal de 7% em 2020 (de acordo com recolha de dados realizada em dezembro de 2019 – pré-Covid) para 11% em 2022, um crescimento de 57%”, refere a Arval.

O leasing financeiro é a escolha de 34% das empresas, seguido pelo renting (11%) e o crédito automóvel (9%).

O Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2022 é a 18ª edição do estudo anual realizado pelo Arval Mobility Observatory, uma pesquisa e partilha de informação sobre as tendências na gestão de frotas e da mobilidade nas empresas, este ano, com uma perspetiva pós-pandemia.

Atualmente, 47% das Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas (até 100 colaboradores) estão a financiar as suas frotas automóveis através de compra direta (seja por fundos próprios ou outra forma de crédito não automóvel), segundo a mesma fonte.

Da análise à evolução dos métodos de financiamento no mesmo período, verifica-se uma diminuição da percentagem de empresas a utilizar a opção de compra (-7%) para as suas frotas e de -25% no caso do crédito automóvel, assim como, uma ligeira subida (3%) na opção pelo leasing financeiro.

O estudo do Arval Mobility Observatory revela ainda que uso de meios digitais está a transformar o processo de compra de viaturas nas PMEs. Pois, 51% das pequenas e médias empresas já utilizam meios digitais no seu processo para uso ou compra de veículos

“Hoje, cada vez mais os processos de seleção e compra de veículos são diversificados e, assim, contam com opções variadas para agradar cada tipologia de cliente. Do totalmente presencial ao totalmente digital, cada empresa tem a possibilidade de escolher a alternativa mais adequada para si”, lê-se no comunicado.

No entanto o estudo revela que, enquanto 42% das PMEs portuguesas ainda preferem um processo realizado de forma direta (cara-a-cara), 35% optam por uma mistura entre escolha por contato direto e formalização da compra de forma digital ou utilizando o sentido inverso e, 16% são a favor de opções totalmente digitais, que não envolvam deslocação ou encontros presenciais. Deste modo, apesar da tecnologia integrar cada vez mais os processos de uso ou aquisição de viaturas, o contacto humano continua a ser importante para as empresas.

O Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2022 analisou a opinião de empresas nacionais de mais de 26 países, sendo que as entrevistas de recolha de informação para o presente estudo foram realizadas em Portugal entre os dias 25 de novembro de 2021 e 11 de fevereiro de 2022.

Para esta pesquisa independente, foram realizadas entrevistas telefónicas com os tomadores de decisão das frotas de de 5.896 empresas entre os dias 25 de novembro de 2021 e 11 de fevereiro de 2022 pela empresa de pesquisa independente Ipsos; os participantes foram recrutados por telefone e um link foi enviado para completar a pesquisa online.

Foram abrangidos 26 países dos quais 20 na Europa (Áustria, Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Luxemburgo, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suíça, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Suécia, Grécia, Roménia, Eslováquia) além dos importantes mercados da Rússia, Turquia e Brasil. O estudo permite assim a comparação da pesquisa realizada em 300 empresas portuguesas com a média europeia.

No universo das PMEs inquiridas, 32% foram empresas com menos de 10 colaboradores; 24% foram empresas com número de colaboradores entre 10 e 99; 23% foram empresas com número de colaboradores entre 100 e 499; 21% foram empresas com mais de 500 colaboradores.

A Arval foi fundada em 1989 e é totalmente detida pelo BNP Paribas. Dentro do Grupo, a Arval pertence à sua divisão de Retail Banking & Services.

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta terça-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta terça-feira.

Lucros do Banco de Fomento sobem 135% para 22,9 milhões de euros em 2021

“Este aumento explica-se, essencialmente, pelo crescimento do produto bancário que passou de 31,89 milhões de euros, em 2020 para 44,69 milhões de euros no ano em análise”, ou seja, subiu 40%.

Governos podem precisar de taxar empresas de energia para ajudar os mais pobres, diz CEO da Shell

O presidente executivo da Shell considera que o mais importante é “proteger os mais pobres” e como tal os governos podem vir a precisar de taxar empresas de energia. “Há uma discussão a ser feita sobre isso, mas acho que é inevitável” a necessidade de intervenção, considerou.
Comentários