Redução no consumo de gás. Pequenos ajustes que podem fazer a diferença

Portugal, à semelhança de outros países como Espanha ou Grécia, não terá de reduzir o consumo de gás natural até aos 15% previstos inicialmente, mas terão de ser efetuados esforços para que esta redução chegue até aos 7%. Estas cinco dicas poderão dar uma ajuda.

Reuters

O acordo europeu assinado esta semana, referente à redução no consumo de gás natural nos países da União Europeia, poderá levar Portugal a ter de reduzir este consumo até 7% até 31 de março de 2023.

Portugal, à semelhança de outros países como Espanha ou Grécia, não terá de reduzir o consumo de gás natural até aos 15% previstos inicialmente, mas terão de ser efetuados esforços para que esta redução chegue até aos 7%.

Para já, esta redução de consumo será voluntária mas pode tornar-se obrigatória caso a situação se complique, algo que pode ter implicações para as empresas e consumidores. O Governo não irá pedir aos portugueses que passem algum tipo de privações mas sim que haja uma gestão mais controlada do gás que utilizam nas suas casas. A Selectra, empresa especialista em tarifas de energia, dá cinco dicas que podem fazer a diferença para a redução deste consumo.

Tenha atenção às panelas que utiliza
Colocar uma panela pequena num bico de fogão grande na expetativa de que os alimentos cozinhem mais depressa, não passa de um mito. Por muito que isto pareça fazer sentido, o tempo de cozedura acaba por ser o mesmo e a única diferença é que acaba por desperdiçar grande parte do gás que não está a ser utilizado a 100%. Por isso, se quer confecionar algo rápido o que deve fazer é cortar os alimentos em pedaços mais pequenos e colocar menos água na panela para que esta ferva mais depressa.

Prepare os alimentos antes de começar a cozinhar
Antes de acender o fogão, tenha logo à mão todos os ingredientes de que vai precisar, de preferência já cortados. Ao fazer isto, irá conseguir metê-los logo ao lume no momento em que a água começar a ferver e evita assim perder não só tempo, como também gás durante a confeção das suas refeições.

Ajuste a temperatura do esquentador
Agora que estamos no verão e até sabe bem tomar um duche mais frio, experimente reduzir a temperatura do seu esquentador. No momento em que o tempo começar a ficar mais fresco, ajuste-o novamente e, ao invés de escolher a temperatura máxima, opte por entre os 30 e 35 graus, uma vez que é o suficiente para lhe dar uma sensação de conforto e permite-lhe também poupar uma quantidade significativa de gás.

Controle a temperatura em casa
Esta dica é já a pensar no inverno! Quando se escolhe uma temperatura acima de 20°C no radiador, cada grau adicional aumenta a conta de energia em cerca de 7%. Por isso, ao reduzir a temperatura dos radiadores em apenas 1 ou 2°C, irá já conseguir atingir poupanças significativas no final do mês. Para conseguir fazer este controlo, pode utilizar um termóstato programável que lhe permite gerir a
temperatura em cada divisão de acordo com a hora do dia, por vezes até a partir do seu telemóvel.

Coloque o radiador num local sem interferências
Quando o frio começar a não dar tréguas e tiver mesmo de utilizar o radiador, evite colocá-lo num local onde tenha demasiados objetos ao seu redor, para que estes não interfiram com a radiação. Outro truque que pode também experimentar é colocar painéis refletores atrás de radiadores em paredes não isoladas, visto que seu desempenho pode ser melhorado em 5-10%. Não se esqueça de fazer a manutenção anual dos radiadores! Por fim, não se esqueça de verificar se os radiadores estão a funcionar corretamente, principalmente no início do período de aquecimento. Se ouvir barulho como água a cair ou reparar que o radiador não aquece de forma uniforme em todas as partes, deve procurar perceber o que se passa de modo a evitar o desperdício de energia

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