Reformas de Macron e políticas de Merkel terão assegurado crescimento económico na zona euro

No dia em que o Banco Central Europeu divulgou o boletim económico para o fim de 2017, com pervisões para a economia da zona euro. o Financial Times analisou o crescimento económico europeu.

A crescente recuperação económica europeia em 2017, após vários anos de estagnação e altas taxas de desemprego, foi um dos temas do ano e, segundo um grupo de economistas consultados pelo Financial Times, a zona euro deverá continuar a crescer em 2018.

A apoiar essa recuperação económica estarão as reformas que Emmanuel Macron anda a implementar no mercado de trabalho francês e as possíveis políticas pró-União Europeia que o novo governo alemão – ainda por formar – deverá tomar. Segundo o FT, apenas a incerteza face às eleições em Itália, em março de 2018, constituem um risco para a economia do conjunto de países de moeda única no próximo ano.

Depois de a economia na zona euro ter crescido 1,7% em 2016, a maioria dos economistas sondados pelo FT acreditam que a zona euro deverá expandir 2,3% em 2018. Alberto Gallo, responsável pela estratégia macro da Algebris Investments, defendeu que “a recuperação acelerará em 2018 devido à estabilidade política, estímulo fiscal e política monetária”.

Para André Sapir, professor universitário em Bruxelas, a agenda económica do presidente de França pode ser “o principal motivo para a continuação da recuperação económica da zona euro em 2018”. Laurence Boone, economista da Axa Investment Managers, por sua vez, acredita que esta previsão baseia-se no fator ‘wow‘ que Macron provocou quando foi eleito presidente de França, em maio, ao estancar a “onda populista anti-euro” da candidata derrotada Marine Le Pen.

A par da elevada popularidade de Macron, na alta finança da zona euro, está a situação política na Alemanha. Embora Merkel não tenha ainda formado governo, três meses depois das eleições, o FT refere que o ano novo político alemão chegará com a garantia de um entendimento entre democratas-cristãos e sociais-democratas do centro-esquerda para uma coligação. Os economistas sondados eplo FT olham para essa coligação como “um desenvolvimento positivo” para a economia da zona euro.

Relacionadas

Schulz quer a pasta das Finanças em troca de apoio a Merkel

Depois de ter recusado a possibilidade de negociar uma renovação da “Grande Coligação” com Merkel logo após a derrota eleitoral em setembro, o líder dos sociais-democratas alemãs admite voltar atrás se receber a pasat que estava nas mãos de Wolfgang Schauble.

Reforma do euro fica empatada à espera de Merkel

Propostas da Comissão são vistas como pouco ambiciosas, sobretudo quando a incerteza de política interna na Alemanha ainda se mantém. Países vão discutir pacote de Bruxelas na próxima semana.

SPD aceita negociar com Merkel sobre formação de novo Governo

Quase três meses após as eleições legislativas no país, Angela Merkel procura ainda um parceiro de Governo.

Entre a pressão francesa e alemã, reforma do euro pode enfrentar dificuldades

Comissão Europeia apresenta hoje plano de integração da moeda única. A criação do Fundo Monetário Europeu, um novo Parlamento só para os países da moeda única e um super-ministro das Finanças são algumas das ideias que tem sido defendidas (e criticadas) nos últimos meses.
Recomendadas

Cinco milhões para ações de emergência na serra da Estrela até final do ano

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, disse que o Fundo Ambiental disponibiliza, até ao final do ano, cerca de cinco milhões de euros para ações de emergência.

Costa Silva: Próximos anos não vão ser “cor-de-rosa” para a economia portuguesa

António Costa Silva, ministro da Economia, afirma que “não é com receitas do passado que vamos resolver os problemas”, defendendo que “para resolver os problemas de curto prazo, precisamos de uma visão de longo prazo”.

Dionísio Pestana pede reforma dos impostos como apoio às empresas

O presidente do Grupo Pestana afirma não precisar de ajudas diretas, perante o cenário de incerteza, mas pede ao Governo que avance com uma reforma nos impostos, apontando para a TSU.
Comentários