Refugiados. Política de acolhimento contestada na Alemanha

Levantam-se vozes na Alemanha contra a política de acolhimento de imigrantes.


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“Não podemos abrir as portas a todos os que queiram vir. Merkel equivocou-se”, assegurou Juergen B. Donges, catedrático Emérito de Ciências Económicas e diretor do Instituto de Política Económica e do Otto Wolff Institute for Economic Studies da Universidade de Colónia, em referência à crise migratória que assola a União Europeia (UE).

Segundo Donges, para a EU, esta crise é uma prova de fogo sem precedentes históricos e muito mais exigentes que a gestão da crise grega, até ao ponto de “jogarmos a sobrevivência da EU se não atuarmos de forma adequada”.

Este professor recordou durante uma conferência que os refugiados não são um coletivo homogéneo, sendo que encaixam numa das três seguintes categorias: pessoas perseguidas por razões políticas, religiosas ou raça, que são as únicas que têm direito a asilo político; pessoas que fogem de situações de guerra ou de terrorismo islâmico, que não têm direito a asilo mas que são ajudados por razões humanitárias e pessoas que emigram por razões económicas. Este é o grupo mais importante de todos.

Segundo Donges, os governos têm que fazer um esforço para distinguir de que grupo são os imigrantes e recordou que, no caso dos emigrantes económicos, as pessoas têm direito a abandonar os seus países de origem mas não a ser acolhidos nos países que queiram.

Este economista defendeu que a emigração tem consequências económicas. Donges assinalou, em primeiro lugar, o custo que implica a imigração para os países de acolhimento em forma de alojamento, rendas de subsistência, serviços públicos, etc. Neste sentido, a crise migratória que sofre a EU acarreta um perigo para o cumprimento dos objetivos de ajuste fiscal por parte dos distintos governos, alguns dos quais já começam a utilizar a desculpa da crise para descurar estas metas.

OJE

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