PremiumRegião vitivinícola do Algarve “tem crescido a uma média de quatro, cinco produtores por ano”

As origens do cultivo da vinha em Portugal perdem-se nas brumas, mas é consensual considerar-se que o Algarve foi o berço dessa prática agrícola no que é agora o nosso país, ainda antes da chegada dos Romanos.

Qual é a área de produção atual de vinho dos produtores do Algarve, como tem evoluído e quais as perspetivas de desenvolvimento para os próximos anos?
A Região Vitivinícola do Algarve registou nos últimos anos uma evolução bastante positiva ao nível do aumento do número de produtores, área de vinha, produção e qualidade dos vinhos. No que se refere aos hectares, verifica-se a existência de vários projetos de novas plantações, seja de produtores já inscritos na Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA) ou de potenciais novos produtores. Em 2019, foram pedidos cerca 150 hectares para novas plantações; em 2020, 58 hectares; e já em 2021, 80 hectares, o que revela o ímpeto de crescimento da região, que atualmente conta com 1.400 hectares de vinha, sendo, que, contudo, apenas metade dessa área é que está de momento a ser canalizada para o circuito de vinho certificado IG ou IGP [Indicação Geográfica Protegida] ou DO/DOP[Denominação de Origem Protegida]. Em ano de pandemia (2020), registámos a plantação de cerca de 30 hectares de vinha para a produção de vinho IGP ou DOP na região do Algarve.

E quanto aos valores de produção e de vendas de vinho da região? Qual é o seu posicionamento em relação às outras regiões vitivinícolas nacionais?
Fruto do esforço conjunto de todos os agentes do sector, constatou-se que o volume vínico introduzido no mercado tem aumentado consistentemente ao longo dos últimos anos (cerca de 80% do volume declarado anualmente é comercializado como ‘Vinho Regional Algarve’). Por sua vez, a comercialização tem apresentado uma evolução bastante positiva e consistente, situando-se na última campanha 2018/2019 em mais de 1,3 milhões de garrafas [cerca de 1,7 milhões de litros].

 

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