Reguengos de Monsaraz escolhida para Cidade Europeia do Vinho 2015

Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, foi escolhida como Cidade Europeia do Vinho para 2015, pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), revelou o município alentejano. Fonte da Câmara de Reguengos de Monsaraz disse à agência Lusa que a decisão foi tomada pelo júri reunido na assembleia-geral da RECEVIN, realizada hoje em Jerez […]

Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, foi escolhida como Cidade Europeia do Vinho para 2015, pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), revelou o município alentejano.

Fonte da Câmara de Reguengos de Monsaraz disse à agência Lusa que a decisão foi tomada pelo júri reunido na assembleia-geral da RECEVIN, realizada hoje em Jerez de La Frontera (Espanha).

Além de Reguengos de Monsaraz, existiam, este ano, outras duas candidaturas portuguesas a esta distinção: uma da Bairrada, envolvendo os municípios de Cantanhede, Anadia, Mealhada, Águeda e Oliveira do Bairro, e outra das câmaras de Monção e Melgaço.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, manifestou-se honrado por o seu concelho ter sido eleito, referindo que a escolha do júri “não foi fácil”.

“O que foi tornado público pelo júri, no ato solene depois do anúncio da candidatura, foi uma enorme dificuldade devido à grande qualidade que possuíam as três candidaturas portuguesas”, disse.

O autarca alentejano frisou que a escolha de Reguengos de Monsaraz implica também “uma enorme responsabilidade”, a qual se vai “traduzir em trabalho já a partir de terça-feira e durante os 12 meses da programação da Cidade Europeia do Vinho”.

Esta distinção, argumentou, “é um veículo de promoção importantíssimo” para o vinho de Reguengos de Monsaraz e, igualmente, para o vinho do Alentejo e para a própria região.

“É um canal ótimo para divulgarmos uma região que está transformada para melhor e, durante a apresentação da candidatura, foi notório que os jurados não conheciam esta região”, referiu.

O júri ficou “visivelmente agradado” com o que lhe “foi mostrado”, ou seja, “todas as componentes que envolvem o concelho e o Alentejo”, partido “da biodiversidade e do ambiente e do Alqueva”, passando pela “cultura, megalitismo e património, artesanato, gastronomia e turismo em espaço rural”.

“Foi notório que estávamos a divulgar uma região que o mundo talvez ainda não percecione do modo como julgamos que deve ser percecionada”, frisou José Calixto.

Reguengos também “não tem a dimensão em termos de população” de outras cidades, como é o caso da atual Cidade Europeia do Vinho, Jerez de La Frontera, onde decorreu a reunião, mas a sua candidatura “representou 43% do mercado nacional dos vinhos de denominação de origem” e foi “em nome de um Alentejo que deixou de ser o ‘celeiro da Nação’ e tem hoje outras mais-valias”, disse.

A Cidade Europeia do Vinho 2015, que arranca oficialmente em Reguengos de Monsaraz com uma gala de passagem do testemunho, a 21 de fevereiro do próximo ano, é uma iniciativa da RECEVIN e da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV).

O concurso visa distinguir, anualmente, uma cidade símbolo do desenvolvimento vitivinícola a nível europeu e, por ter um caráter rotativo entre os diversos países que fazem parte da rede, cabe a Portugal a organização da edição de 2015.

OJE/Lusa

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