Regulador dos seguros considera que proposta do Governo para a supervisão financeira corrige fragilidades

Ao analisar o setor segurador e o futuro da supervisão, o presidente da ASF sublinha a importância de manter o equilíbrio entre os principais protagonistas do sistema financeiro.

No Fórum Seguros promovido pelo Jornal Económico e pela PwC, José Figueiredo Almaça, presidente da ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensão, comentou o modelo de supervisão financeira apresentado na semana passada pelo Governo, considerando que vai corrigir “algumas fragilidades” do sistema atual.

O ministro das Finanças indicou no Parlamento que será criada “uma autoridade de cúpula do sistema de supervisão nacional, com uma visão global dos riscos sistémicos”, no sentido de evitar “sobreposições ou redundâncias”.

No entender de José Figueiredo Almaça, a nova visão atual para a supervisão do sistema financeiro reforça o equilíbrio entre os atuais três principais protagonistas da supervisão financeira: a ASF, o Banco de Portugal e a CMVM.

O supervisor mostrou-se, contudo, crítico quanto à adaptação de soluções e modelos que, tal como mostram os resultados em situações com os lesados da banca, podem não ter os melhores resultados.

Almaça alertou que as soluções para os problemas do setor financeiro devem ser encontradas sem perder de vista “a necessidade de equilíbrio”, alertando para o impacto da reforma proposta para o setor segurador, mas também para os consumidores e empresas.

 

 

 

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