Reino Unido apela no G7 a apoio “pelo tempo que for necessário” à Ucrânia

O apelo, refere a agência de notícias Efe, que cita um comunicado do Governo de Londres, vai ser feito no arranque da cimeira do G7, que começa hoje e vai durar três dias, no sul da Alemanha.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai apelar aos países membros do G7 para que mantenham o apoio económico, militar e moral à Ucrânia “pelo tempo que for necessário”, anunciou hoje Downing Street.

O apelo, refere a agência de notícias Efe, que cita um comunicado do Governo de Londres, vai ser feito no arranque da cimeira do G7, que começa hoje e vai durar três dias, no sul da Alemanha.

Boris Johnson vai salientar aos Estados Unidos da América (EUA), ao Canadá, ao Japão, à França, à Itália e à Alemanha que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “precisa mais do que nunca do apoio do Ocidente”.

O líder ucraniano vai também participar, por videoconferência, naquela reunião e, adianta Downing Street, depois da sua intervenção o chefe do Governo britânico vai anunciar que o Reino Unido está pronto a garantir mais 525 milhões de dólares em empréstimos ao executivo da Ucrânia em 2022.

A ajuda vai elevar o apoio económico e humanitário total do Reúno Unido à Ucrânia, desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, para mais de 1,5 mil milhões de libras (1,745 mil milhões de euros, 1,84 mil milhões de dólares).

Na sua argumentação, Johnson vai defender que qualquer sinal de “fadiga ou hesitação” no apoio ocidental beneficiará diretamente o Presidente russo, Vladimir Putin, e insistir em que “é essencial” que o apoio demonstrado até agora “seja mantido a longo prazo”, indica a nota.

O primeiro-ministro explicará que, na sua segunda visita a Kiev desde a invasão russa, realizada na semana passada, Zelensky lhe transmitiu as necessidades mais urgentes da Ucrânia, entre as quais “apoio militar, a abertura de rotas para fora do país bloqueadas pelo exército russo e assistência financeira imediata para permitir que o Estado ucraniano funcione”.

De acordo com o comunicado de Londres, o Governo ucraniano “receia ficar sem fundos no outono”.

“A Ucrânia pode e irá ganhar. Mas eles precisam do nosso apoio para o fazer. Agora não é o momento de virarmos as costas à Ucrânia”, refere a nota.

Além da ajuda económica e humanitária, Londres forneceu apoio militar no valor de mais de 1,3 mil milhões de libras (1,512 mil milhões de euros, 1,6 mil milhões de dólares).

A cimeira do G7 vai também ficar marcada por novas sanções à Rússia em resposta à invasão da Ucrânia, nomeadamente a proibição de importações de ouro russo, conforme já anunciou Downing Street.

Banir o ouro dos mercados londrinos, um importante centro financeiro para o comércio de mercadorias, terá, portanto, “um enorme impacto na capacidade de Putin de angariar dinheiro”, insistiu o Governo britânico.

A medida afetará particularmente as elites russas que possam ter comprado ouro “numa tentativa de contornar as sanções ocidentais”, acrescentou.

Contudo, a proibição só se aplica ao ouro recentemente extraído na Rússia e não ao ouro adquirido antes de o embargo ter sido posto em prática.

O Reino Unido impôs algumas das sanções mais duras entre os países ocidentais contra a Rússia desde que a invasão da Ucrânia começou, há quatro meses, visando o setor financeiro, o mercado do petróleo e dezenas de oligarcas, o que abrange um total de mais de 100 entidades e 1.000 pessoas.

Os líderes do G7 (França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá e Japão) estão reunidos no sul da Alemanha a partir de hoje para uma cimeira de três dias, à qual se seguirá uma reunião dos países da NATO (Organização do Tratado Atlântico Norte) em Madrid.

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