PremiumReino Unido com um orçamento de guerra nos próximos dois anos

O novo governo nem sequer tentou disfarçar:os próximos dois anos serão de asteridade severa. Para todos sem exceção. A receita de Jeremy Hunt e Rishi Sunak é um tratado de crueza orçamental.

O orçamento extraordinário (que no Reino Unido não tem esse nome) apresentado esta semana aos britânicos é uma espécie de murro no estômago cuja dor só aliviará no final de 2024: uma brutal subida dos impostos – principalmente para os mais ricos, como mandam as leis da moralidade – uma forte descida dos orçamentos familiares, contenção geral dos custos e a promessa de que todas estas medidas escondem uma imensa bondade: “controlar a inflação, fortalecer as finanças públicas e proteger o emprego”, disse o ministro das Finanças, Jeremy Hunt.

Depois do penoso espetáculo que o Partido Conservador proporcionou aos seus conterrâneos nos últimos meses, o novo primeiro-ministro, Rishi Sunak escolheu mudar de rumo, deixando de lado a fantasia (a descida de impostos da sua antecessora) e usando a realidade como rolo compressor: com a inflação nos 11% no final do mês de outubro – a taxa mais alta em 40 anos e umas décimas acima das maiores economias suas concorrentes – a recessão garantida, o Banco de Inglaterra envolvido numa batalha de morte em defesa da libra e a Ucrânia, os britânicos estarão em guerra nos próximos dois anos.

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