Reino Unido. Confinar uma semana mais cedo teria salvo mais de 20 mil vidas, revela estudo

O estudo afirma que “entre as medidas de controlo implementadas, apenas o confinamento a nivel nacional trouxe o número de reprodução [dos casos de transmissão] abaixo de um de forma consistente. introduzido uma semana antes, poderia ter reduzido as mortes na primeira onda de 36,7 mil para 15,7 mil”.

Antecipar em uma semana o confinamento a nível nacional no Reino poderia ter salvo mais de 20 mil vidas durante a primeira onda da pandemia de Covid-19, conclui um estudo realizado por especialistas do Imperial College London – que estiveram encarregues de observar os padrões de transmissão do novo coronavírus em terras de Sua Majestade, segundo o “The Independent”.

O estudo afirma que “entre as medidas de controlo implementadas, apenas o confinamento a nível nacional trouxe o número de reprodução [dos casos de transmissão] abaixo de um de forma consistente. introduzido uma semana antes, poderia ter reduzido as mortes na primeira onda de 36,7 mil para 15,7 mil”.

“Os nossos resultados fornecem perceções cruciais para controlar a epidemia no futuro, enfatizando a importância de agir rapidamente”, acrescentam os especialistas.

Para o estudo foi usado um modelo matemático para reproduzir as duas primeiras ondas de Covid-19 nas sete regiões do sistema nacional de saúde britânico (NHS), incluindo lares de idosos e disseminação na comunidade, bem como as diferentes restrições que impediram a disseminação dos casos de infeção.

A primeira morte relatada de Covid-19 em Inglaterra foi no dia 5 de março, com um confinamento a nível nacional a começar duas semanas depois, a 23 de março. Embora o confinamento tenha reduzido a transmissão do vírus na população em geral, os casos continuaram a aumentar em lares de idosos.

Os ministros enfrentaram críticas sobre o fracasso em proteger os lares de idosos contra o vírus, pois 25 mil pacientes do NHS receberam alta para os lares, muitos deles não tendo feito sequer o teste à Covid-19.

No início da crise, o consultor científico e membro da Royal Society, Sir Patrick Vallance, disse que menos de 20 mil mortes seria um bom resultado. A última estimativa é um número de mortos de mais de 68 mil. O relatório descreveu a “transmissão intensa” em lares de idosos durante o primeiro confinamento a nível nacional, mesmo quando o vírus estava a ser suprimido na comunidade em geral.

Este responsável referiu que reduzir o número de infeções em lares de idosos foi um desafio, acrescentando que “isso destaca a dificuldade de proteger os residentes de lares do Covid-19, devido ao contato necessariamente próximo entre a equipa e os residentes dentro de uma casa de saúde, uma vez que um surto de lares começa é muito difícil reduzir a transmissão”.

Patrick Vallance também examinou o atendimento clínico fornecido pelo NHS, que disse ter ajudado a reduzir a taxa de mortalidade do vírus de 1,25% para 0,77%. Estas percentagens já contemplam a introdução de novos tratamentos para Covid-19, que demonstraram reduzir o número de mortes. Os médicos, naturalmente, foram ficando mais informados sobre os efeitos do vírus com o passar do tempo. O estudo analisou os dados de mais de 17 mil pacientes para fazer estimativas sobre o atendimento clínico.

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