Reino Unido pode expulsar um milhão de europeus

O número de cidadãos a pedir residência permanente no Reino Unido disparou 36% desde a votação para o Brexit. Um grupo de ‘lobby’ britânico alertou para a possibilidade de deportações caso não haja uma resposta rápida aos requerimentos.

Paul Hackett/Reuters

Aproximadamente um milhão de cidadãos da União Europeia correm o risco de serem deportados no pós-Brexit, a menos que o Governo britânico encontre uma forma mais simples de reconhecer o seu estatuto no país.

De acordo com os últimos dados sobre imigração, divulgados pelo ministério do Interior, o número de cidadãos a pedir residência permanente no Reino Unido aumentou 36% desde que Inglaterra votou para sair da União Europeia (UE), passando de 10.269 nos três meses anteriores ao referendo para os atuais 16.009.

Segundo o “The Independent”, os indivíduos em risco têm avançado com pedidos urgentes para se manterem no país. Conforme o que explicou o grupo de lobby «3 Million» ao diário, houve um “aumento significativo” dos cidadãos da UE a requererem essa residência permanente, dos quais 30% são “alarmantes” porque não conseguem fornecer as provas exigidas pelo executivo para provar o direito de residir.

O grupo de cidadãos não-britânicos calcula que, ao ritmo actual, se demore 47 anos a processar os três milhões de pedidos dos cidadãos e advertiu para o facto de que isso poderá deixar com que muitos não vejam os seus direitos apoiados.

Tendo em conta que 30% dos cidadãos europeus no Reino Unido não consegue provar o seu direito de residência permanente, ainda que sejam legais no país, há um milhão potencialmente em risco de deportação a partir do dia em que o Reino Unido deixar a comunidade única.

“Falei com centenas de cidadãos europeus no Reino Unido, bem como cidadãos britânicos que vivem na Europa, e têm a mesma sensação de que não se sentem apoiados pelo Governo. Eles sentem que estão a ser usados”, explicou ao jornal Nicolas Hatton, presidente do «3 Million»

Nicolas Hatton refere que muitos pedidos vão ser recusados “simplesmente porque não podem apresentar provas”. “Eles estão a viver aqui legalmente, exercendo os seus direitos, mas o Governo está a pedir provas que não são realistas “, acrescentou.

O Governo britânico respondeu, através de declarações do porta-voz do Ministério do Interior: “A secretária de Estado tem sido clara que quer proteger o estatuto de cidadãos da UE que já vivem aqui. A única circunstância em que isso não seria possível é se os direitos dos cidadãos britânicos nos países membros da UE não fossem protegidos de volta”.

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