Relatório sobre o Brexit pede proteção aos emigrantes europeus

Os emigrantes, nos quais se incluem milhares de cidadãos portugueses, têm sido uma das principais preocupações do Governo britânico, que prevê dar início ao processo formal de saída do Reino Unido da União Europeia em março do próximo ano.

Os cerca de 2,8 milhões de cidadãos comunitários que vivem no Reino Unido devem permanecer no país após ser acionado o 50º artigo do Tratado de Lisboa, aconselha o relatório de um ‘think tank’, elaborado por membros envolvidos na discussão sobre os trâmites em que será feito o Brexit.

Os emigrantes, nos quais se incluem milhares de cidadãos portugueses, têm sido uma das principais preocupações do Governo britânico, que prevê dar início ao processo formal de saída do Reino Unido da União Europeia em março do próximo ano.

O relatório indica ainda que deve ser atribuída residência permanente a quem conseguir provar que vive no Reino Unido há pelo menos cinco anos, sendo que a possibilidade de trazer familiares durante um período transitório deve ser também uma das medidas a tomar pelo Governo de Theresa May.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, que sucedeu a David Cameron, sustenta que essa garantia só será dada aos europeus que vivem na ilha depois de serem dadas iguais condições aos 1,2 milhões de britânicos que vivem na União Europeia.

Em declarações a um programa da BBC Radio 4, Gisela Stuart, coordenadora deste estudo, afirma que Londres devia “dar o primeiro passo para demonstrar boa vontade” e para “estabelecer o tom das negociações”, lembrando que “as pessoas são diferentes do comércio”. Gisela Stuart defende que, desta forma, Londres “enviaria um sinal claro sobre o tipo de país que o Reino Unido será depois do Brexit e sobre o relacionamento que queremos com a Europa”.

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