Relógios suíços pararam no tempo? Exportações em níveis de 1984

Dados das exportações dos últimos meses têm sido catastróficos para o setor, registando-se uma quebra de 10% medido em volume nas exportações.

Os relógios fabricados na Suíça estão a atravessar uma época difícil, talvez a pior em mais de 30 anos quando os relógios digitais apareceram e tornaram os seus modelos “ultrapassados”.

Os relógios suíços sobreviveram a essa fase e dominavam o mercado, até aos últimos anos quando surgiram os ‘smartwatches’ da Apple e o franco suíço valorizou, influenciando fortemente marcas como a Swatch, uma das maiores relojoeiras que em 2015 apresentou uma queda de 21% no lucro, esperando-se para 2016 resultados ainda piores.

Os dados das exportações dos últimos meses têm sido catastróficos para o setor, registando-se uma quebra de 10% medido em volume nas exportações.

Em novembro foram exportados 2.398 milhões de relógios, o que representa uma descida de mais de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2015, estando os fabricantes no caminho certo para fechar o pior ano de vendas desde 1984, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Novembro e dezembro são tradicionalmente os melhores meses para as exportações destes produtos, algo que não se verifica neste ano.

Uma das razões influentes nesta queda é a crescente contrafação de qualidade, existindo países especializados na venda de relógios falsificados com qualidade acima da média, por exemplo na Turquia.

A força do franco é também vista como um obstáculo para os fabricantes, que tinham colocado as suas esperanças de crescimento na China, uma economia que está a abrandar ao mesmo tempo que a moeda enfraquece, tornando as importações mais caras.

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