REN estima manter investimento em 2022 e diz que cavernas de gás são “prioridade”

O administrador da REN com o pelouro financeiro (CFO) disse que o grupo estima, este ano, um investimento “em linha” com o de 2021 e garantiu que o alargamento da capacidade de armazenamento de gás é uma “prioridade”.

Em declarações à Lusa, Gonçalo Soares indicou que o projeto para a construção de mais duas cavernas de armazenamento de gás, que se irão juntar às seis que a REN já opera, aumentando a capacidade do país, “está a avançar”, mas que nesta fase passa por “fazer estudos técnicos, de impacto ambiental, e essas coisas têm o seu caminho normal” como teriam outros projetos.

“É um projeto relevante de segurança do abastecimento do gás”, destacou, indicando que está a avançar “com prioridade” e que não é “uma coisa que se faz em seis meses”.

O CFO da REN, que falou a propósito da apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano, disse que a empresa espera este ano atingir um volume de investimento “em linha” com o de 2021, de cerca de 240 milhões de euros, apesar de, até setembro, se ter reduzido, em termos homólogos.

“Na realidade, estamos à espera de ter um investimento em linha com o ano passado, ou seja estamos à espera de ter um segundo ano com investimento bastante forte, sobretudo baseado neste processo de descarbonização em Portugal”, destacou.

O CFO da REN sublinhou ainda que os resultados do grupo foram “dentro do esperado”, recordando que uma empresa com a atividade regulada como a REN tem um comportamento estável.

Para os últimos três meses do ano, Gonçalo Soares falou numa tendência de “estabilidade”.

“Temos vindo a fazer um esforço muito grande em termos de refinanciamento”; sublinhou, referindo que a empresa renegociou no início deste ano em torno de 40% da dívida”, mantendo uma “almofada” que lhe permite ir ao mercado quando quer.

A REN registou, nos primeiros nove meses deste ano, um resultado líquido de 81,4 milhões de euros, um aumento de 19,1% em relação a igual período de 2021, adiantou a empresa hoje, em comunicado.

“Foram decisivos o contributo positivo do EBIT [resultado antes de juros e impostos] (+11,5 milhões de euros) e a melhoria dos resultados financeiros (+5,3 milhões de euros), apesar do aumento nos impostos pagos, especialmente a CESE (+1 milhão de euros)”, disse a empresa, na mesma nota.

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