Renda média da habitação com aumento homólogo de 320 euros em novembro

Em relação a novembro de 2021, os valores das rendas mais do que duplicaram em Évora (111,3%), que passou a ser o terceiro distrito mais caro (1.234 euros) depois do Porto e Lisboa, onde o valor da renda chega quase aos dois mil euros.

O valor médio da renda de casa registou um crescimento de 320 euros (30,8%) em novembro de 2022, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados divulgados pelo portal Imovirtual esta terça-feira, 29 de novembro.

Em relação a novembro de 2021, os valores das rendas mais do que duplicaram em Évora (111,3%), que passou a ser o terceiro distrito mais caro (dos 584 euros para os 1.234 euros) depois do Porto (1.229 euros) e Lisboa, onde o valor aumentou 51,5% passando dos 1.295 euros para os 1.963 euros.

Nota ainda para os aumentos significativos em Castelo Branco (47,2%, dos 422 euros para os 621 euros), Viseu (46%, dos 473 euros para os 691 euros) e Setúbal (46%, dos 800 euros para os 1.168 euros).

No período em análise registou-se uma diminuição do preço médio das rendas nos distritos da Guarda (11,6%), Portalegre (4,7%) e Vila Real (4,3%).

O distrito de Portalegre (410 euros), Guarda (434 euros) e Vila Real (487 euros) são os distritos mais baratos para arrendar em novembro.

Em comparação com o mês de outubro de 2022, Bragança (47,2%) foi o distrito com maior aumento da renda média, subindo dos 432 euros para os 636 euros, com Évora a ter um crescimento de 35,2%, passando dos 913 euros para os 1.234 euros.

Já os distritos com a maior diminuição do valor médio da renda foram Beja (30,6%), que desceu dos 780 euros para os 541 euros, seguindo-se Vila Real (11,9%) e Guarda (10,3%).

Olhando para o segmento de venda e face a outubro de 2022, o valor médio teve um ligeiro aumento de 0,4%, passando dos 405.451 euros para os 407.076 euros.

Por sua vez, em comparação com o período homólogo de 2021, que registou um valor médio de venda de 367.543 euros, verificou-se um aumento de 10,8%, com as casas a ficar cerca de 39 mil euros mais caras.

Os distritos com o maior aumento do preço médio de venda em novembro, face a outubro, foram Castelo Branco (2,3%), Santarém (2,1%) e Leiria (2%), enquanto Évora (-3,2%) e Viseu (-2,1%) registaram ligeiras descidas.

Face ao período homólogo de 2021, os distritos que registaram um maior aumento no preço das casas foram a Região Autónoma da Madeira (23,6%, dos 379.992 euros para os 469.630 euros), Setúbal (20,7%, dos 314.989 euros para os 380.346 euros), Santarém (17,3%, dos 171.035 euros para os 200.556 euros) e Guarda (16,5%, dos 112.969 euros para os 131.575 euros).

Também aqui Évora (3,2%) e Viseu (2,1%) foram os distritos que registaram a maior quebra do preço médio de venda.

Por sua vez, Portalegre (115.535 euros), Castelo Branco (125.237 euros) e Guarda (131.575 euros) continuaram a ser os distritos mais baratos para comprar casa em novembro, sendo os mais caros em Lisboa (636.473 euros), Faro (577.296 euros) e a Região Autónoma da Madeira (469.630 euros).

Diogo Lopes, Marketing Manager do Imovirtual, refere que “a par com o grande aumento da renda em Lisboa, que já era a região mais cara para arrendar, vemos subidas significativas da renda média em várias cidades, sobretudo em Évora. Podem existir vários fatores para tal, nomeadamente a universidade, mas também a descentralização para cidades do interior, sendo que Évora é relativamente central e perto da capital”, acrescentando que se continua a ver uma estabilização dos preços de venda, “numa altura em que a subida dos juros está a influenciar grandemente a decisão de compra”.

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