Rendas das casas dispararam mais de 60% em Faro, Viseu e Bragança

Em termos médios, as rendas dispararam mais de 30% a nível nacional no espaço de um ano.

As rendas voltaram a subir, com aumento de 7% face a abril e de 34% face a maio do ano passado, segundo o site Imovirtual.

“Após uma relativa estabilização do preço médio de rendas desde junho de 2021 até março de 2022, com aumentos progressivos, mas ligeiros, as rendas registaram aumentos mais substanciais nos últimos dois meses, fixando-se agora em 1.362 euros”, lê-se no comunicado.

Face a maio do ano passado, quando as rendas médias se fixavam nos 1.017 euros, o aumento é de 33,9%.

Os aumentos mais significativos das rendas em maio, em comparação com o ano anterior, ocorreram nos distritos de Faro (+73,4%), Viseu (+64,7%) e Bragança (+63,9%).

Santarém é o distrito com o maior aumento do valor médio de renda face a abril (+23,4%), passando de 658 euros para 812 euros segundo o estudo da plataforma.

O aumento do valor das rendas também foi significativo em Beja (+20%), onde sobe de 500 euros para 600 euros e em Faro (+15,4%), onde sobre de 1.241 euros para 1.432 euros.

Por outro lado,  Évora (-13,9%) e Guarda (-8,3%) são os distritos com a maior queda do valor médio de arrendamento em maio face a abril, com as rendas agora a fixarem-se em 890 euros e 550 euros, respetivamente.

Na comparação anual, face a maio do ano passado, é Faro que regista o maior aumento do preço de renda (+73,4%), subindo de 826 euros  para 1.432 euros.

Com aumentos substanciais face a 2021 surgem também Viseu (+64,7%, para 797 euros) e Bragança (+63,9%, passando de 366 euros para 600 euros).

O distrito com maior quebra do preço de renda face a maio de 2021 volta a ser Portalegre (-7,6%), descendo para 353 euros. Portalegre é aliás o distrito mais barato em maio para arrendar casa em Portugal.

Os mais caros são, sem surpresas, Lisboa (1.619 euros), Faro (1.432 euros) e Porto(1.334 euros).

No que toca à venda, o preço  médio anunciado em maio de 2022 manteve-se estável face a abril (+1,2%), subindo apenas ligeiramente de 391.465 euros para 395.984 euros.

Comparativamente com o período homólogo do ano anterior, quando o valor médio dos imóveis era de 362.201 euros, há um aumento de +8%. O valor tem vindo a aumentar desde o início do ano passado.

Destaque ainda para o facto de em maio, ter sido a Região Autónoma da Madeira que registou o maior aumento do preço médio face ao mês anterior (+4,8%), subindo de 410.804 euros para 430.419 euros . Faro (+2,6%), Santarém (+2,5%), Setúbal e Leiria (+2,4%) em ambos os casos) seguem-se como os distritos com maior aumento dos preços.

Já Bragança (-11,3%) e Beja (-4%) são os distritos com maior quebra do preço médio de venda anunciado em maio, face a abril, fixando-se agora em 194.076 euros  e 136.722 euros, respetivamente.

Em comparação com o período homólogo de 2021, Setúbal é o distrito com maior aumento do preço médio de venda, que aumenta +23,8%, subindo para 359.233 euros em maio deste ano. Segue-se, com um aumento de +23%, a Madeira.

 

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