Rendas estão em média 300 euros mais caras em julho face ao mesmo mês do ano passado

As rendas sobem mais de 60% nos distritos de Faro, Castelo Branco e Guarda, face ao período homólogo. Quanto à venda de imóveis, o preço médio anunciado aumentou o correspondente a 29 mil euros.

O valor dos imóveis para arrendar subiu 2,17% de junho para julho, passando de 1.289€ para 1.317€. Em junho de 2021, a renda média fixava-se em 1.012€, o que representa um aumento de cerca de 300 euros, ou 30,14%, para este ano, segundo o barómetro da Imovirtual.

O distrito com o maior aumento do valor médio de renda em julho, face a junho, foi Vila Real (+18,7%), subindo de 369 euros para 438. A renda média também aumentou de forma mais significativa em Castelo Branco (+8,73%), onde subiu de 630 euros para 685.

Em sentido inverso, as maiores quedas, face ao mês anterior, foram no distrito de Beja (-18,83%), ao descer de 887 para 720 euros , Évora (-15,38%), que desce de 910 para 770 euros , e Bragança (-13,37%), passando de 591 para 512 euros.

Mas quando se compara com o período homólogo de 2021, a renda aumenta sobretudo em Faro (+68,63%), onde sobe de 851 euros para 1.435, Castelo Branco (+66,26%), onde sobe de 412 euros para 685, e na Guarda (+65,12%), onde sobe de 430 euros para 710.

O distrito com maior quebra do preço de renda face ao período homólogo é Vila Real (-15,93%), descendo de 521 para 438 euros.

“Portalegre (361 euros) e Vila Real (438 euros) foram os distritos mais baratos para arrendar em julho. Lisboa (1.618 euros), Faro (1.435 euros) e Porto (1.235 euros) mantêm-se os mais caros”, informa o comunicado.

Venda mais cara em 29 mil euros

Quanto à venda de imóveis, o preço médio anunciado aumentou ligeiramente (+2%) em julho, face a junho, passando de 393.542 euros para 401.312. Em comparação com o período homólogo de 2021, que registava um valor médio de venda de 371.880 euros, há um aumento de 7,9%, correspondente a 29 mil euros.

No geral, todos os restantes distritos relevam estabilidade no preço médio de venda, em julho. Évora é o distrito que regista o maior aumento do preço médio de venda face ao mês anterior (+13,5%), passando de 226.965 euros para 257.679.

“As quebras, ainda que de forma ligeira, ocorreram em Coimbra (-0,7%) e na Guarda (-0,6%), onde os preços agora se fixam em 197.721 e 107.018 euros, respetivamente”, lê-se no documento.

A Região Autónoma da Madeira registou o maior aumento do preço de venda em julho, comparativamente ao mês homólogo de 2021, ao disparar 23% e passar de 364.603 euros para 448.592. Setúbal (+22%), Faro (+17,2%) e Braga (+15%) também registam aumentos relevantes.

O distrito com maior desvalorização face ao mesmo mês de 2021 é Évora (-9,8%), descendo de 285.811 para 257.679 euros. Seguem-se Portalegre (-5,5%) e Guarda (-5,4%) como os distritos com maior quebra do preço de venda no mesmo período.

“Guarda (107.018 euros) e Portalegre (118.620 euros) foram os distritos mais baratos para comprar casa em julho. Os mais caros mantêm-se Lisboa (640.639 euros) e Faro (560.658 euros)”, conclui a nota.

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