Repsol faz o primeiro investimento do fundo social. Fundação compra 25% da espanhola Koiki

O fundo Repsol Impacto Social, que tem 50 milhões de euros para empresas sociais ligadas à transição energética em Portugal e Espanha, começou por apostar na distribuição sustentável e na inclusão.

A Fundação Repsol fechou o primeiro investimento através do seu novo fundo de impacto social. A petrolífera com sede em Madrid entrou no capital da espanhola Koiki, tendo adquirido uma participação minoritária de 25,4% do capital social da empresa de distribuição sustentável que promove a inclusão.

A operação, cujo montante envolvido não foi revelado, torna a Fundação Repsol a acionista de referência da Koiki. Fundada em 2014, esta startup funciona como uma rede de microcentros de última geração, emprega cerca de uma centena de colaboradores de grupos vulneráveis e tem essencialmente duas linhas de negócio: entrega (transporte do que recebe de transportadoras ou lojas online) e porta-a-porta (transporte interurbano de pacotes e inclui a recolha no domicílio do cliente até à entrega no destinatário final).

“O setor da última geração tem um elevado potencial de crescimento em Espanha, impulsionado pela expansão do comércio eletrónico em setores como o farmacêutico, da alimentação ou o têxtil”, refere a Repsol, em comunicado divulgado esta segunda-feira.

O fundo Repsol Impacto Social, que tem 50 milhões de euros para empresas sociais ligadas à transição energética na Península Ibérica, começou por apostar nesta empresa que, neste momento, não opera em Portugal – os 30 centros localizam-se em Madrid, Saragoça, Huesca, Lérida, Girona, Barcelona, Huelva, Almeria, Murcia, Alicante, Valência, Maiorca e Menorca.

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.

EDP: “A Europa teve sorte este inverno, não vai haver problemas de abastecimento”

“Europa já está livre da dependência do gás da Rússia”, disse hoje Joana Freitas da EDP Produção.

Durão Barroso diz que “desglobalização” afetará empresas portuguesas

“À incerteza em torno do desenlace da guerra na Ucrânia soma-se o processo de desglobalização, fragmentação e polarização  do mundo que significará obstáculos crescentes ao comércio e a formação de dois blocos comerciais”, disse Durão Barroso no almoço promovido pela Crédito y Caución, referindo-se aos EUA e a UE, por um lado, e à China e à Rússia, por outro.
Comentários