Requalificar recursos e ciberrisco são prioridade para banca

Bancos têm de continuar a investir em tecnologia, mas também em mecanismos de cibersegurança, defende a APB.

Pixabay

Os bancos nacionais já investiram muitos milhões na inovação tecnológica e em novos produtos e serviços digitais. Mas este processo vai ter de continuar, numa altura em que há cada vez mais pessoas a optarem pelos canais digitais.

De acordo com fonte oficial da Associação Portuguesa de Bancos, a entidade que representa o sector bancário nacional, as instituições financeiras vão “continuar a desenvolver esforços no sentido de acompanhar essa evolução e as novas necessidades dos seus clientes”. No entanto, alerta que o investimento dos bancos na inovação terá de ser equilibrado por um reforço dos mecanismos de cibersegurança – um risco que aumentou durante a pandemia – e pela aposta na requalificação de recursos, de maneira a terem o talento necessário para responder à digitalização.

De que forma a pandemia veio acelerar o processo de digitalização da banca?
A atividade bancária já se encontrava perante uma profunda transformação tecnológica, decorrente das inovações digitais e da evolução que estas inovações têm vindo a introduzir nas preferências dos consumidores. Esta transformação foi acelerada pelo contexto da pandemia, na medida em que os clientes aumentaram de forma significativa a utilização dos canais digitais, para fazer compras, pagamentos ou as operações bancárias do dia-a-dia. Os bancos adaptaram-se rapidamente às novas preferências e possibilidades tecnológicas, respondendo atempada e eficazmente às solicitações e hábitos de consumo que a pandemia veio intensificar.

O investimento dos bancos na digitalização ainda terá de ser significativo para responder às novas necessidades dos clientes?
A inovação tecnológica é um processo em constante evolução e portanto os bancos irão, naturalmente, continuar a desenvolver esforços no sentido de acompanhar essa evolução e as novas necessidades dos seus clientes. Estes esforços implicam não só investimentos ao nível da inovação e tecnologia, mas também um reforço permanente dos mecanismos de cibersegurança e investimentos ao nível da requalificação de recursos, já que este novo contexto impõe uma profunda alteração na combinação de talento e tecnologia necessários ao desenvolvimento da atividade bancária.

Que novos produtos ou serviços poderão surgir para ir ao encontro das expectativas de clientes dos bancos que são cada vez mais digitais?
Não cabe à Associação Portuguesa de Bancos pronunciar-se sobre questões de natureza comercial. De qualquer forma, é importante notar que não há propriamente uma resposta padronizada do sector: cada banco responde à sua maneira, segundo o seu modelo de negócio, os seus próprios objetivos, as suas possibilidades e a forma como entende os desafios colocados. Não será, porém, difícil prever que a inteligência artificial, com mecanismos de machine learning, estará mais ou menos intensamente presente em várias respostas, assim como a utilização de canais digitais fará cada vez mais parte da relação das instituições com os clientes.

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