Reservas hoteleiras em Veneza caem 45% devido ao receio de inundações

As imagens da excecional maré de 12 de novembro, que provocou a pior inundação de Veneza desde 1966, deram a volta ao mundo e provocaram os receios dos viajantes.

O receio de inundações, associadas às marés altas, provocou a anulação de 45% das reservas hoteleiras nos últimos 30 dias, anunciou hoje a associação veneziana de hoteleiros.

“Desde meados de novembro, depois de uma inundação histórica, registámos uma descida inédita (do número) das reservas. Nem depois dos ataques às Torres Gémeas”, em Nova Iorque, em 2001, comentou o presidente da associação, Vittorio Bonacini, durante uma conferência de imprensa.

“No primeiro mês (desde então), tivemos um pico de 45% de anulações e fomos forçados a anular eventos, conferências e importantes iniciativas previstas para o próximo ano”, especificou.

“Se na noite de Ano Novo de 2018 tivemos uma taxa de ocupação de 100%, para este ano fica aquém dos 50%”, acrescentou Bonacini.

As imagens da excecional maré de 12 de novembro, que provocou a pior inundação de Veneza desde 1966, deram a volta ao mundo e provocaram os receios dos viajantes.

O impacto negativo foi particularmente intenso nos fluxos provenientes de EUA, Reino Unido e França. “Um terço dos turistas vem destes países”, acentuou o presidente dos hoteleiros. Com efeito, dos EUA chegam a Veneza 15% dos turistas que a procuram, das Ilhas Britânicas oito e de França mais sete.

Bonacini aludiu a receios infundados e exagerados: “Já recebemos telefonemas inquietos dos EUA, a perguntarem-nos se uma criança com 1,30 metros podia vir sem correr perigo”.

Na realidade, Veneza está a mais de um metro abaixo do nível do mar, relativizou. Quando se fala de uma maré alta de 1,30 metros, isso significa que o nível da água é de 30 centímetros e apenas em alguns locais da cidade velha.

Acentuou ainda que a histórica maré alta só durou uma hora e meia, após o que a situação normalizou em algumas horas.

Dos mais de 31 milhões de turistas que foram a Veneza no último ano, 20 milhões só estiveram lá um dia e apenas 11,5 milhões dormiram nos 274 hotéis do centro histórico, segundo as estatísticas da associação.

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