Respostas Rápidas: Como Jerusalém uniu 128 países contra Trump na ONU

O dia de hoje pode ter marcado o início de uma nova relação entre EUA e 128 países da ONU que votaram a favor para que os norte-americanos recuassem na decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Saiba o que está em causa e quais foram os países que levaram a sério a ameaça de Trump.

Kevin Lamarque/REUTERS

A decisão dos Estados Unidos sobre a elevação de Jerusalém a capital política de Israel foi mal aceite pela generalidade da comunidade internacional. Só faltava que isso ficasse explanado na votação da proposta das Nações Unidas em pedir ao presidente Donald Trump que voltasse atrás na decisão.

Quantos países já alinharam com a proposta de Donald Trump?

Nenhum – se se excluir Israel, que é parte interessada na matéria. A proposta da ONU foi votada pelos 193 países-membros da Assembleia Geral, dos quais 128 votaram favoravelmente ao pedido a endereçar à Casa Branca, 35 abstiveram-se e nove abstiveram-se. Mas, para já ninguém assumiu apoiar Jerusalém como capital política de Israel.

Quem foram os países que alinharam com os Estados Unidos?

Para além dos próprios e de Israel, os votos contra a proposta das Nações Unidas vieram da Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo.

A Casa Branca vai voltar atrás com a decisão?

É altamente improvável, como aliás ficou explícito pela forma como Donald Trump e a representante dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, se dirigiram aos componentes da Assembleia Geral: num tom intimidatório. Ao Jornal Económico, a docente e investigadora da Universidade Nova Ana Santos Pinto afirmou não acreditar nessa possibilidade.

A decisão sobre Jerusalém vai ajudar a baixar a tensão no Médio Oriente?

Pelo contrário: desde que Donald Trump tompou a decisão, que os confrontos aumentaram em várias geografias do Médio Oriente e um pouco por todo o mundo muçulmano. O presidente dos Estados Unidos conseguiu até uma coisa inédita nos anos mais recentes: Irão e Arábia Saudita convergiram na condenação – mesmo que o tom usado por Teerão tivesse sido bastante mais vincado que o de Riade.

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