Respostas rápidas: Doping no ciclismo. Quais as consequências para a W52-FC Porto?

Operação ‘Prova Limpa’ foi desencadeada pela Polícia Judiciária teve como objetivo a deteção de métodos proibidos e substâncias ilícitas em provas de ciclismo, tendo culminado na constituição de dois arguidos. Saiba o que está em causa.

Que consequências poderá sofrer a W52-FC Porto no caso de doping na equipa de ciclismo?

A W52-FC Porto poderá vir a ser extinta caso na sequência da operação ‘Prova Limpa’ levada a cabo pela Polícia Judiciária no passado domingo, 24 de abril, e que teve como objetivo a deteção de métodos proibidos e substâncias ilícitas em provas de ciclismo, tendo culminado na detenção de duas pessoas. Nesse mesmo dia a equipa de ciclismo dos ‘azuis e brancos’ já não participou na terceira etapa do ‘Grande Prémio O Jogo’.

Como reagiu o patrocinador e responsável da W52-FC Porto?

Em declarações ao jornal ‘A Bola’, Alberto Quintanilha, admitiu que a equipa de ciclismo poderá vir a ser extinta devido ao escândalo de doping, admitindo no entanto, desconhecer o processo. “Não tenho culpa de nada e nem sei concretamente o que se está a passar com os elementos da equipa. Com cabeça fria e sem precipitações, vamos analisar bem o caso e aguardar que a Justiça faça o que lhe pertence. Se existe algum caso com um ou outro ciclista cá estamos para agir, se for a equipa toda tenho de reunir-me com a direção do FC Porto e ver o que vamos fazer”, afirmou.

Quem são os arguidos na operação ‘Prova Limpa’ da Polícia Judiciária?

O diretor-desportivo da W52-FC Porto, Nuno Ribeiro, e José Rodrigues, diretor-desportivo da equipa sub-23 Fortunna-Maia e adjunto de Nuno Ribeiro na formação portista foram constituídos arguidos no âmbito desta operação e conheceram esta segunda-feira, 26 de abril as medidas de coação.

Quais foram as medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução criminal?

Tanto Nuno Ribeiro, como José Rodrigues, estão impedidos de manter funções nas respetivas equipas de ciclismo, sujeitos a apresentações semanais às autoridades e proibídos de contactar com outros envolvidos na operação ‘Prova Limpa’.

O que diz a Polícia Judiciária?

Sem adiantar nomes, a PJ emitiu no domingo um comunicado no qual revelou ter levado a cabo “uma operação policial, envolvendo um total de cerca de 120 elementos provenientes da Diretoria do Norte e ainda das Diretorias do Centro e do Sul, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e dos Departamentos de Investigação Criminal de Braga, Guarda e Vila Real e Guarda, contou ainda com a colaboração da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP)”.

Na sequência dessa operação “foram efetuadas duas detenções e realizadas várias dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias em diversas regiões do território nacional, visando dirigentes, atletas e instalações de uma das equipas em competição, tendo sido apreendidas diversas substâncias e instrumentos clínicos, usados no treino dos atletas e com impacto no seu rendimento desportivo”.

Qual a reação da Federação Portuguesa de Ciclismo?

Através de um comunicado a FPC informou ter tomado conhecimento pela comunicação social de uma operação desencadeada pela Polícia Judiciária junto da equipa continental W52-FC Porto.

“Não é o momento para comentar este caso concreto, na medida em que não existem informações detalhadas sobre o que estará em causa. Cabe-nos aguardar serenamente o desenrolar do processo, confiando na independência das entidades que lideram as averiguações.

Queremos, no entanto, reafirmar o total compromisso da Federação Portuguesa de Ciclismo com um desporto moderno, científico, aberto ao mundo e à tecnologia, que condena frontalmente toda e qualquer atividade tendente a adulterar a verdade desportiva.

Neste aspeto, acreditamos que a autorregulação é um passo fundamental para aproximar o ciclismo português das melhores práticas já existentes a nível internacional. O desenvolvimento ético do desporto depende, antes do mais, do compromisso entre todos os agentes desportivos.

Foi, por isso, que, por iniciativa da Federação Portuguesa de Ciclismo, foi assinado pela Federação, Podium, Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais e as dez equipas continentais portuguesas o Convénio para a Proteção e Valorização do Ciclismo Profissional em Portugal. Trata-se de um documento que funciona como manual prático de autorregulação de todo o ecossistema do ciclismo profissional português, estabelecendo normas de exclusão para os prevaricadores, aceites por todos.

O ciclismo, modalidade popular e geradora de paixões, merece de todos nós, agentes da modalidade, um profundo respeito pelos adeptos, que apenas será pleno se estivermos todos comprometidos com a verdade desportiva”.

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