Respostas Rápidas: Mais de uma dezena de feridos e um suspeito a monte. O que aconteceu em Estrasburgo?

O novo balanço das autoridades francesas aponta para duas vítimas mortais e mais de uma dezena de feridos. Atacante terá fugido para Alemanha. O Governo francês elevou o nível de alerta no país para “emergência por atentado”.

Christian Hartmann Reuters

O que aconteceu?
Um homem abriu fogo pelas 19h50 (menos uma hora, em Lisboa) no mercado de Natal de Estrasburgo, no nordeste de França, onde está localizado também o Parlamento Europeu. O tiroteio provocou dois mortos, sete feridos graves e 14 feridos, atualizou esta manhã a autarquia local, revendo em baixa os números de vítimas mortais avançados nas horas seguintes à troca de tiros.

Quem é o atirador?
Trata-se de Cherif Chekatt, de 29 anos, natural de Estrasburgo, com cadastro ligado à pequena delinquência local e com condenações em França e na Alemanha.
A polícia francesa tinha-se deslocado a casa do suspeito durante a manhã para o deter na sequência de um delito comum mas o indivíduo não estava no domicílio.

As autoridades francesa explicam que o seu ficheiro está classificado com um “S”, o que significa que há suspeitas de ligações a indivíduos ou a movimentos islâmicos radicais (jiadistas) e de ser um potencial terrorista.

Segundo o responsável do ministério francês do Interior, Laurent Nunez, as autoridades acreditam que o atacante ficou ferido durante a fuga.

Cherif Chekatt já foi detido?
Não. Atualmente o suspeito encontra-se em fuga.

A secretária de Estrado do Ministério francês do Interior assumiu, esta manhã, que existe a possibilidade de o atacante ter fugido para a Alemanha.

O estado de alerta foi elevado para “emergência por atentado”, o que implica um reforço excepcional da segurança nas fronteiras, uma vez que a cidade de Estrasburgo se encontra entre a França e a Alemanha. A segurança ao longo do rio Reno foi reforçada também pelas autoridades alemãs.

Cerca de 620 agentes da polícia e da guarda nacional (Gendarmerie) estão mobilizadas na caça ao homem, apoiados por dois helicópteros, pelas Brigadas de Busca e Intervenção (BRI, na sigla original) e pelas unidades de elite de Busca, Assistência, Intervenção e Dissuasão (RAID).

Quais os motivos estão na origem do tiroteio?
Ainda não é claro se este tiroteio se tratou de facto de um atentado ou se o suspeito apenas respondeu a tiro à perseguição policial que lhe estaria a ser feita desde manhã.

Parlamento Europeu
A cidade de Estrasburgo, localizada no nordeste da França, junto à fronteira com a Alemanha, acolhe a sede do Parlamento Europeu.

O tiroteio ocorreu numa altura em que o Parlamento Europeu estava repleto de eurodeputados e funcionários. Tal como outras pessoas no resto da cidade, quem estava na instituição europeia recebeu indicação para permanecer no local até nova ordem. Os eurodeputados, confinados desde o início da noite de terça-feira no Parlamento Europeu, começaram a sair do edifício após as 2h00 de hoje (1h00 em Lisboa).

Os mesmos foram escoltados pela polícia em autocarros e carrinhas para o centro da cidade.

Recomendadas

Líder do PAIGC defende coligações para estabilidade e governos de sustentação ampla

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou que continua a defender coligações, porque o país precisa de estabilidade, que só é possível com governos com uma base de sustentação ampla.

PAIGC flexibiliza regras e presidente pode propor outro nome para primeiro-ministro

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, destacou a flexibilização no partido para que o presidente possa propor outro nome para o cargo de primeiro-ministro caso vença as eleições.

Domingos Simões Pereira diz que PAIGC está unido, coeso e acompanha o seu líder

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou em entrevista à Lusa que o partido está “unido, coeso e acompanha o seu líder” nas metas programáticas e nas reformas previstas.
Comentários