Respostas Rápidas: O que está em causa nas eleições da Catalunha?

As eleições na Catalunha têm lugar esta quinta-feira num ambiente que já foi mais crispado, mas que continua a ser a ressaca do referendo à independência organizado a 1 de Outubro passado, e que resultou numa das crises mais graves, se não a mais grave, da democracia espanhola.

Quem concorre às eleições?

O Partido Popular da Catalunha, ‘braço-armado’ do partido de Mariano Rajoy na região, onde é liderado por Xavier García Albiol. O partido Socialista da Catalunha, também ele ‘irmão’ do PSOE, liderado por Miquel Iceta. O Ciudadanos, com Inés Arrimadas, uma estrela em ascenção na política espanhola, como líder da lista. A Candidatura de Unidade Popular (CUP), onde estão também os Piratas da Catalunha, liderados por Carles Riera, sendo a formação mais à esquerda da região. A coligação Catalunya en Comú y En Comú Podem, apoiada pela alcaide Barcelona, Ada Colau (do Podemos) e liderada por Xavier Domènech. O Junts per Catalunya (JuntsxCAT), que terá Carles Puigdemont como cabeça de lista e Jordi Sànchez como número dois. E finalmente a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) de Oriol Junqueras, ainda preso, que conta também com a antiga presidente do parlamento catalão, Carme Forcadell.

As eleições têm alguma coisa a ver com a independência?

Não. As eleições pretendem eleger os 135 elementos do próximo parlamento catalão, de onde emanará o governo da Generalitat, em substituição daquele que, liderado pela coligação Juntos pelo Sim (de Carles Puigdemont e Oriol Junqueras), foi desfeito pelo governo d Mariano Rajoy. Mas a resposta também podia ser ‘sim’: se os partidos que apoiam a independência conseguirem a maioria no próximo parlamento, o governo central vai ter uma dor de cabeça ainda maior que a que teve até hoje.
Quem parte em vantagem?

As sondagens têm sido muito fragmentadas. Ciudadanos e ERC têm repetido as vitórias nos diversos estudos de opinião que os meios de comunicação social têm divulgado. No último, era a ERC quem seguia à frente. Se a vitória se confirmar, isso será negativo para o governo de Madrid. Pior será se o conjunto de partidos que defendem a independência tiverem a maioria da câmara – mas todas as sondagens indicam que isso não irá suceder.
O que se segue às eleições?

Alguém há-de formar um governo legítimo para a Catalunha, possivelmente emanado de alguma coligação pós-eleitoral. Mas o que importa reter, seja qual for o resultado das eleições de hoje, é que Mariano Rajoy comprometeu-se a olhar, finalmente, para a questão constitucional das autonomias – é que, segundo a imprensa espanhola, a revisão do edifício legal das autonomias foi uma condição imposta pelo PSOE para votar favoravelmente a imposição do famoso artigo 155 à Catalunha.

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