Respostas Rápidas. O que há de novo no caso de suspeitas de corrupção no ministério da Defesa?

O PSD quer que Cravinho volte ao Parlamento para responder a questões que remetem para a construção do hospital militar de Belém.

epa09873787 Minister of Foreign Affairs of Portugal, Joao Gomes Cravinho, arrives at a special meeting of NATO’s Ministers of Foreign Affairs on the Ukraine Crisis in Brussels, Belgium, 06 April 2022. NATO Ministers of Foreign Affairs will attend a working dinner on the evening of 06 April, and a second day of meetings on 07 April. EPA/OLIVIER HOSLET

O antigo ministro da Defesa e atual ministro dos negócios estrangeiros, João Gomes Cravinho, já foi questionado sobre as suspeitas de corrupção no ministério da defesa, na altura em que tutelava a pasta. Nessa ocasião, Cravinho defendeu que não tinha aprovado acréscimo ao valor da construção do hospital militar de Belém e justificou que nomeou o antigo diretor da Defesa Nacional para empresa do ramo da Defesa tendo em conta a sua experiência profissional e o facto de não haver “suspeita dolosa”.

Desde então, Gomes Cravinho já voltou a ser chamado ao Parlamento, novamente pelo PSD.

O que fez o PSD?

O sociais-democratas elaboraram um conjunto de 30 perguntas às quais consideram que João Gomes Cravinho não deu resposta no debate de urgência sobre este assunto em plenário, marcado pelo Chega, realizado em 20 de dezembro.

O que está em causa?

O PSD considera que Gomes Cravinho deve esclarecer “quando é que teve conhecimento de que as obras de reabilitação do antigo Hospital Militar de Belém tinham custado o triplo do que estava inicialmente orçamentado” e, “se não autorizou” esse aumento de despesa, “quem o fez”.

O que dizem os partidos sobre Cravinho ser novamente chamado ao Parlamento?

Do lado dos partidos, até ao momento apenas o PSD se manifestou. “João Gomes Cravinho, enquanto ministro da Defesa nacional, fez tudo o que se espera que não faça, e por isso tem uma segunda oportunidade de dissipar todas as dúvidas e os indícios que apontam para um comportamento condenável no ministério”, disse Jorge Paulo Oliveira à “Rádio Renascença”.

Quanto aos restantes partidos, ainda não é conhecida em relação ao pedido do PSD, mas a 20 de dezembro, durante o debate ficou claro que da direita à esquerda as respostas do ministro não foram satisfatórias.

O que diz o Governo e o Presidente da República?

Tal como nos partidos ainda ninguém do Governo se manifestou, nem o Presidente da República. Em linha com os restantes, Gomes Cravinho também ainda não se pronunciou sobre a matéria e iniciou, esta segunda-feira, um périplo no sudeste asiático que irá durar uma semana e que vai passar por três países da região: Tailândia, Vietname e Singapura.

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“Se eu autorizei algum acréscimo de despesa para além dos 750 mil euros? A resposta é não, não autorizei, nem me foi solicitado que o fizesse”, respondeu o antigo ministro da Defesa.
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