Respostas rápidas: quem apoia (e quem rejeita) a adesão da Finlândia e Suécia à NATO?

Os dois países decidiram aderir após a invasão russa da Ucrânia.

(L-R) Sweden’s Defence Minister Peter Hultqvist, Sweden’s Minister for Foreign Affairs Ann Linde, Finland’s Minister for Foreign Affairs Pekka Haavisto and Finland’s Defence Minister Antti Kaikkonen pose during a photo call in Stockholm, Sweden, where they meet for talks on European security on February 2, 2022. – Sweden OUT (Photo by Paul Wennerholm / TT News Agency / AFP) / Sweden OUT (Photo by PAUL WENNERHOLM/TT News Agency/AFP via Getty Images)

A adesão da Finlândia e Suécia à NATO tem feito correr muita tinta e não tem deixado ninguém indiferente. Saiba quem apoia a adesão destes países, mas também quem se opõe e ainda o que diz a Rússia sobre o assunto.

Em que fase da adesão à NATO estão a Finlândia e Suécia?

Esta quarta-feira Suécia e Finlândia entregaram os pedidos de adesão à NATO. No momento, que considerou como sendo “histórico, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, aproveitou para saudar “calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para se juntarem à NATO”. “Vocês são os nossos parceiros mais próximos e a vossa integração na NATO irá aumentar a nossa segurança partilhada”, afirmou Stoltenberg.

Quem apoia a adesão da Finlândia e Suécia à NATO?

O mais recente país a expressar o apoio à adesão da Finlândia e Suécia à NATO foi a Itália. “O pedido de adesão à OTAN é uma resposta clara à invasão russa da Ucrânia e à ameaça que representa para a paz na Europa, para nossa segurança coletiva”, disse o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi depois de um encontro com a sua homologa finlandesa, segundo a “Reuters”.

Mario Draghi acrescentou ainda que “como muitos outros países da NATO e da UE, estaremos envolvidos em ajudar a garantir a segurança da Finlândia no período de transição”.

Na segunda-feira, 16 de maio, foi a vez do Reino Unido admitir que a adesão devia acontecer “o mais rápido possível”, mas também de Portugal saudar a decisão dos dois países.

Nas redes sociais a a ministra britânica dos negócios estrangeiros, Liz Truss escreveu: “Congratulo-me com as decisões da Finlândia e da Suécia de se candidatarem à NATO. As duas nações compartilham nossos valores de democracia e liberdade e o Reino Unido acredita que devem aderir o mais rápido possível”.

Por sua vez, no mesmo dia, o Governo português saudou a Finlândia e Suécia. “O Governo Português congratula-se com a decisão dos Governos da Finlândia e da Suécia, que decidiram solicitar a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), uma decisão democrática e soberana dos dois países que decorre do novo contexto de segurança”, diz o executivo de António Costa.

Portugal já tinha anunciado o seu apoio à adesão dos dois países à NATO na sexta-feira, através das declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho. “A candidatura da Finlândia e Suécia serão bem vindas e apoiadas por Portugal”, sublinhou o ministro.

A Alemanha também está do lado da junção da Finlândia e Suécia à NATO. A ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, após uma reunião ministerial da Aliança em Berlim disse que a Aliança Atlântica esperava a Suécia e a Finlândia “de braços abertos”.

Do lado dos EUA, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, manifestou a sua confiança no sucesso das candidaturas e deverá encontrar-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, esta quarta-feira, em Washington, para falar sobre a questão.

Também o o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, referiu que os países “vão receber um forte apoio de todos os estados membros, porque aumenta a nossa unidade e torna-nos mais fortes”.

Quanto ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse estar “confiante” de que os membros da NATO vão conseguir “encontrar um espaço de entendimento”. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, garantiu que se Suécia e a Finlândia estiverem prontas a NATO também está preparada para os acolher.

Quem está contra a adesão da Finlândia e Suécia à NATO?

Na segunda-feira a Turquia anunciou que não iria dizer “sim” à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO. “Estes dois países não têm uma posição clara contra as organizações terroristas. Inclusive quando dizem que são contra elas, não entregam os terroristas que deveriam entregar. Não podem enganar-nos duas vezes”, disse o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, Erdogan, em conferência de imprensa.

Erdogan acusou ainda os dois países escandinavos de “servirem de refúgio aos terroristas do PKK”.

O que diz a Rússia sobre o assunto?

A 16 de maio o presidente da Rússia, Vladimir Putin avisou a Finlândia e Suécia de que adesão à NATO iria “exigir uma reação” do Kremlin. Vladimir Putin afirmou que, apesar de não ter qualquer problema com Estocolmo ou com Helsínquia, a expansão da NATO constitui um problema para a Moscovo, pelo que está atento aos “planos da aliança militar liderada pelos EUA para aumentar a sua influência global”

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