Resultado dos independentistas foi curto. E agora, Catalunha?

Os catalães que há muito acalentam o sonho da independência estão com dificuldades em “contar espingardas” e fazer vingar o seu anseio. Ou seja, apesar da vitória nas eleições autonómicas de domingo passado, o resultado da coligação Juntos Pelo Sim ficou aquém da maioria. Recorde-se que os independentistas obtiveram 39,6% e elegeram 62 deputados para […]


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Os catalães que há muito acalentam o sonho da independência estão com dificuldades em “contar espingardas” e fazer vingar o seu anseio. Ou seja, apesar da vitória nas eleições autonómicas de domingo passado, o resultado da coligação Juntos Pelo Sim ficou aquém da maioria.
Recorde-se que os independentistas obtiveram 39,6% e elegeram 62 deputados para o parlamento, o que significa que precisam dos 10 eleitos da Candidatura de Unidade Popular (CUP) para obter a maioria absoluta e, assim, levar a bom porto o plano de independência, em 18 meses.

No rescaldo da votação evidenciou-se ainda a exigência do Cidadãos, o segundo partido mais votado, para que Artur Mas, presidente da Generalitat, se demita. Mas se o futuro de Mas parece agora incerto também os destinos da Catalunha e de Espanha o são. Na verdade, a Catalunha não pode tornar-se independente quando metade dos cidadãos demonstrou, nesta votação, que não o deseja mas Espanha já não consegue contornar todos aqueles que defendem uma Catalunha que vingará alicerçada em instituições nacionais catalãs, criando o seu próprio exército, banco central e sistema judicial.

Os próximos tempos serão assim de negociação. Com Madrid a ouvir a Catalunha, e vice-versa. Porque nem a Catalunha pode avançar para um cenário contrariado pela Constituição e que por isso o torne ilegal, nem Madrid pode deixar de avançar com uma reforma do Estado que satisfaça particularmente os catalães. Segundo os analistas, a grande questão gravita em torno de uma revisão da Constituição, apontando no sentido de um federalismo, com laivos do modelo alemão, ou de um cenário que se traduza num senado federal.

Madrid traça o negro futuro catalão
Numa Catalunha independente os setores das telecomunicações, fornecimento energético, financiamento, pensões e serviços de segurança ficariam “seriamente afetadas”. Quem o afirma, em tom de alerta, é o Ministério das Finanças de Espanha, liderado por Cristobal Montoro. Num relatório interno, distribuído pelos vários ministérios, e entretanto publicado pelo La Expansión, para além de ser considerado que o caminho para uma eventual independência será sempre longo, é sublinhado que a Catalunha não poderia pagar pensões, não teria bolsas para estudantes, sofreria uma forte quebra na investigação de saúde, e não conseguiria ter abastecimento energético sem contar com a reste Espanha.

Sobre o financiamento, é explicado que as agências de rating colocam a dívida da Catalunha ao nível de “lixo”, razão pela qual se financia quase exclusivamente através do Estado. Entre 2012 e 2015 recebeu 49,3 mil milhões de euros através de mecanismos de financiamento da Administração Central. Estes mecanismos garantem o pagamento dos funcionários públicos na Catalunha e do serviço da dívida com os seus fornecedores. Já as entidades de crédito – que receberam 13,2 mil milhões – também deixariam de ter acesso à liquidez do Banco Central Europeu.

Sónia Bexiga/OJE

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