Resultados do programa Inovação Social em Lisboa permitem continuidade no acordo de parceria de 2030

Na apresentação dos resultados, Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, sublinhou a importância de “deixar liberdade às propostas nesta área da inovação social, que nos ensinem e ajudem a fazer coesão territorial na área da inovação social, que sabemos que tem um paradigma totalmente diferente de trabalho”.

Cristina Bernardo

O balanço da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) permitiu concluir que os bons resultados relativos a projetos de inovação social na Área Metropolitana de Lisboa vão poder dar continuidade ao programa.

A CCDRLVT aponta que foram aprovadas 63 candidaturas para projetos de inovação social, “representando um total de 12,3 milhões de euros de financiamento PT2020, a que acrescem 7 milhões de investimento social mobilizado junto de entidades privadas e públicas, nomeadamente municípios”.

“Estas candidaturas foram aprovadas no âmbito dos três concursos específicos, abertos durante o Portugal 2020 para apoio a projetos de inovação social na Área Metropolitana de Lisboa, e o balanço foi apresentado durante um evento na Casa do Impacto (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa)”, diz a comissão.

Entre as propostas está uma iniciativa integrada na escola de música do concelho de Loures apelidada de Artallis, uma ferramenta inovadora de literacia e numeracia para a sala de aula, a Gamezone, e serviços em rede, apoio personalizado e uso da tecnologia para pessoas com demência e cuidadores informais, “Home 360”.

Na apresentação dos resultados, Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, sublinhou a importância de “deixar liberdade às propostas nesta área da inovação social, que nos ensinem e ajudem a fazer coesão territorial na área da inovação social, que sabemos que tem um paradigma totalmente diferente de trabalho”.

“É deste empreendedorismo social de que somos tão carentes numa sociedade que tem de ser cada vez mais coesa e unida e os últimos tempos têm-nos mostrado bem a importância de cuidarmos uns dos outros, não de mão estendida, mas gerando processos de dignidade e coesão social”, considerou Ana Abrunhosa.

Por sua vez, Teresa Almeida, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, destacou que “a região de Lisboa está conotada como região de competitividade, com outro tipo de desafios, que impactam o país, mas que contém no seu território assimetrias sociais e áreas de carência que a tornam muito vulneráveis para questões para as quais queremos ser parte no encontro de soluções no caso do Programa Operacional”.

Da parte da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social (EMPIS), o presidente Filipe Almeida agradeceu “o apoio desde que, em 2018, iniciámos [CCDR_LVT e EMPIS] este caminho juntos em Lisboa, o último dos territórios a ser tocado pelo Portugal Inovação Social”.

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