Retalho desportivo nos EUA cresce 13,1% e caminha para o melhor ano desde 1992

O retalho como um todo caiu, em média, 0,7% entre janeiro e setembro nos EUA. Excluindo a comercialização de automóveis e componentes, o aumento foi de 3,3%. Durante o mesmo período, as vendas das lojas de artigos desportivos em território norte-americano registaram 31,6 mil milhões de dólares (25,8 mil milhões de euros).

Contrariamente à maioria dos sectores e indústrias, que atravessam dificuldades económicas provocadas pela pandemia de Covid-19, nos Estados Unidos (EUA) a venda de artigos desportivos até setembro subiram 13,1% – o melhor resultado desde 1992, segundo o portal “Palco 23”.

Depois de os operadores de comércio eletrónico e vendas à distância, que têm sido os grandes vencedores do ano por não terem sido afetados pelos encerramentos, as lojas que melhor evoluíram até setembro de 2020 foram as que vendem cerveja, vinho e álcool, com um aumento de 17,6%.

A terceira posição é dividida por lojas de hardware (componentes para computadores) e lojas de artigos desportivos, ambas com um aumento de 13,1%, seguidas por estabelecimentos de materiais de construção e jardinagem, supermercados (exceto lojas de conveniência) e outras lojas de alimentos e bebidas.

O retalho como um todo caiu, em média, 0,7% entre janeiro e setembro nos EUA. Excluindo a comercialização de automóveis e componentes, o aumento foi de 3,3%. Durante o mesmo período, as vendas das lojas de artigos esportivos em território norte-americano representaram 31,6 mil milhões de dólares (25,8 mil milhões de euros).

A maior parte do crescimento ocorreu após a reabertura. O retalho desportivo iniciou o ano com um aumento de 6% em janeiro e de 6,9% em março. O encerramento dos estabelecimentos devido aos confinamentos provocados pela pandemia de Covid-19, reduziu as vendas em 7,8%, e em abril a queda aumentou para os 30,6%.

No entanto, em maio, com o relaxamento das medidas de contenção, as vendas cresceram 12,2% e, desde então, continuam a subir: 30,1% em junho, 29,4% em julho, 16,8% em agosto e 39,3% em setembro (número recorde).

O fato do desporto ser uma das poucas atividades de lazer compatíveis com as limitações causadas pela Covid-19 e poder ser praticado sozinho, ao ar livre e gratuitamente, deu asas ao sector no ano que fica marcado pela pandemia.

Se a tendência continuar até o final do ano, tendo em consideração que os meses restantes são os mais importantes para as vendas (já que incluem a Black Friday e a campanha de Natal), o sector encerraria 2020 com um máximo histórico de vendas, perto dos 48 mil milhões de dólares (39,2 mil milhões de euros). No entanto, resta saber como as novas medidas tomadas por alguns estados relativamente à segunda onda do vírus, irão afetar o retalho norte-americano, não só o desportivo.

Será também a primeira subida após três anos em terreno negativo: os retalhistas desportivos diminuíram o volume de negócios em 4,6% em 2017, 2,8% em 2018 e 0,1% em 2019. Antes, o sector tinha atingido uma sequência de sete meses em alta desde o final da crise financeira no país em 2010.

Até o momento, os maiores crescimentos anuais da história foram os registados em 1994 e 2006, pouco antes da Grande Recessão, com aumentos de 12,1% e 10,3%, respetivamente.

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