Retalho e distribuição: “um setor muito à frente do tempo”, defende João Torres

A APED reúne um conjunto de 163 associados do comércio retalhista, grossista, e-commerce, alimentar e não alimentar, cujo volume de negócios corresponde a 11% do PIB nacional.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) apresentou a “Visão Estratégica 2019-2022”, esta quinta-feira, 12 de dezembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, detalhando os objetivos para os quatro eixos estratégicos definidos para os próximos anos: pessoas, economia do futuro, competitividade e ética e sustentabilidade, promovendo a reflexão sobre estas áreas e o futuro do setor do retalho, certa de que “o mundo está a mudar e o setor faz parte desta mudança”.

Este setor, tal como frisou Isabel Barros, presidente da direção da APED, em declarações ao JE, vive atento às transformações e exigências, a todos os níveis, e a associação reforça agora a sua abertura para os próximos anos para que o diálogo entre todos os intervenientes, associados e restantes agentes, seja contínuo e dê frutos.

Com este posicionamento, a APED traçou uma estratégia, até 2022, assente em quatro eixos principais: as pessoas (monitorização do emprego; atratividade do setorial; e promoção sa igualdade e inclusão); a economia do futuro (inovação e empreendedorismo; digitalização; planeamento estratégico e crescimento orgânico; ‘governance’ na cadeia de valor; regulação; estudos e ‘business intelligence’); e sustentabilidade (descabornização e economia circular; campanhas públicas).

Assegurando que a visão do Governo converge para os eixos principais da atuação da APED, o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, frisou, neste evento, a relevância do trabalho em continuidade, visando aumentar a produtividade, potenciar o capital humano e acelerar todos os processos de inovação. “Uma tríade virtuosa em que o Governo está a trabalhar, num diálogo onde a APED tem lugar de destaque”, reforçou.

O setor do retalho e distribuição é , hoje, em seu entender “uma razão de orgulho para o país”, um setor que está sempre um passo à frente do seu tempo”, ressalva ainda a capacidade que os agentes têm demonstrado para responder ao mundo em constante e acelerada mudança, “na certeza de que é necessário que o setor continua a ser capaz de antecipar as novas exigências”. Olhando para o associativismo empresarial como uma “peça fundamental” para a discussão das políticas, “porque estão no terreno e no quotidiano têm de encontrara soluções”, João Torres apelou à continuidade do trabalho que tem vindo a ser feito, que conduz a “uma economia mais forte, robusta e resiliente”, reforçou.

Atendendo ao valor económico do retalho e distribuição, que representa hoje mais de quatro mil espaços e mais de 130 mil postos, que cresce a um ritmo superior ao média europeia ao atingir em 2018 um volume de negócios na ordem dos 12.400 milhões de euros, o secretário de Estado não deixou de sublinhar o papel decisivo do setor na economia nacional. “É, por isto, muito importante pensar e construir este setor, sendo que o grande desafio é conseguir antecipar as evoluções. a necessidade permanente de ter em conta a alteração comportamental dos consumidores e ainda com o incontornável avanço tecnológico. Têm de ser encontradas soluções e que vão ao encontro dos dois grandes desafios transversais a toda a economia: a sustentabilidade e a digitalização”, concluiu.

 

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