Ricardo Salgado já não precisa de autorização para sair do país

O ex-presidente do BES está agora apenas sujeito ao termo de identidade e residência. A sua última medida de coação caducou há dias.

Rafael Marchante/Reuters

O antigo líder do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, já pode sair do país sem autorização do juiz Carlos Alexandre. A última medida de coação a que o ex-banqueiro estava sujeito caducou nos últimos dias, de acordo com o que noticiou o “Diário de Notícias”, na edição desta terça-feira.

De acordo com o matutino, Ricardo Salgado já pode viajar para o estrangeiro sem a autorização do “superjuiz” porque a última medida de coação a que estava sujeito ficou sem efeito nos últimos dias. “Ontem, e depois de contactada pelo DN, a defesa de Ricardo Salgado apenas declarou que não comenta processos em segredos de justiça”, escreve o jornal.

O ex-banqueiro é arguido em pelo menos três processos de contraordenação do Banco de Portugal e já foi multado em quatro milhões de euros, na sequência de um deles. Recorde-se que Ricardo Salgado é suspeito de seis crimes: burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal qualificada e corrupção no setor privado.

Segundo o jornal, o antigo presidente do BES está sujeito à medida mínima – ao Termo de Identidade e Residência –, só tem de a comunicar às autoridades as ausências de mais de cinco dias da sua moradia e goza de quase total liberdade.

O inquérito à prática de crimes que levaram à falência o grupo Espírito Santo continua no departamento central de investigação e ação penal.

Em dezembro de 2015, o juiz encarregue do processo revogou a medida de coação de prisão domiciliária aplicada ao ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, que fica sujeito a apresentações periódicas às autoridades, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

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