Ricciardi recusa responsabilidade na queda do império e acusa Salgado

O presidente do Banco Espirito Santo Investimento (BESI), José Maria Ricciardi, responsabiliza o primo Ricardo Salgado pela queda do império Espírito Santo, numa carta enviada, em maio, ao Banco de Portugal e publicada hoje no Diário de Notícias. Na carta, datada de 27 de maio de 2014, ao vice-governador do Banco de Portugal, Ricciardi desmentiu […]

O presidente do Banco Espirito Santo Investimento (BESI), José Maria Ricciardi, responsabiliza o primo Ricardo Salgado pela queda do império Espírito Santo, numa carta enviada, em maio, ao Banco de Portugal e publicada hoje no Diário de Notícias.

Na carta, datada de 27 de maio de 2014, ao vice-governador do Banco de Portugal, Ricciardi desmentiu Ricardo Salgado, ex-presidente do BES e do GES, e recusou qualquer quota de responsabilidade pelo buraco detetado no banco.

A missiva, a que o Diário de Notícias teve acesso, foi enviada cinco dias depois de Ricardo Salgado ter afirmado, em entrevista ao Jornal de Negócios, não ter sido o único responsável pela crise no banco e no Grupo Espirito Santo (GES), avançando que os vários membros da família no Conselho Superior do Grupo tinham cometido erros.

Hoje, Ricardo Salgado e o seu primo José Maria Ricciardi vão ser ouvidos, em separado, pela primeira vez, na comissão parlamentar de inquérito ao BES para explicarem como se desmoronou o maior grupo financeiro português.

Na carta publicada pelo DN, Ricciardi explica que as contas e os movimentos financeiros da Espirito Santo International, holding do Grupo GES, eram tratados por um “núcleo restrito” sob a direção do antigo homem-forte do BES, Ricardo Salgado, garantindo nunca ter sido chamado a interferir.

Na altura, o presidente do BESI alertou que já tinha pedido um inquérito, em novembro de 2013, para apurar as responsabilidades sobre a situação financeira e contabilística do grupo. No entanto, o banqueiro não revelou publicamente a sua posição pois considerava que tal penalizaria a imagem e reputação do BES.

OJE/Lusa

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