Risco e rendibilidade sob a mira do BCE

A autoridade que supervisiona os 120 maiores bancos da zona euro definiu as prioridades de supervisão para 2017.

Reuters

O Banco Central Europeu (BCE), responsável pela supervisão pelos maiores 120 bancos da zona euro, revelou que as suas prioridades para o próximo ano, em termos de supervisão, irão centrar-se sobretudo na rendibilidade do negócio bancário e na gestão do risco, nomeadamente no risco de crédito.

“A supervisão bancária do BCE debruçar-se-á sobre os riscos associados ao modelo de negócio e à rendibilidade, o risco de crédito (com incidência nos créditos não produtivos) e a gestão do risco. Estes domínios foram identificados como prioritários já em 2016, mas as autoridades de supervisão concentrar-se-ão agora em novas vertentes no âmbito de cada risco”, adianta o BCE em comunicado.

“A supervisão dos bancos é um processo dinâmico. O mundo à nossa volta mudou e o mesmo aconteceu na esfera económica e regulamentar. Analisaremos mais atentamente os efeitos para os bancos decorrentes da saída do Reino Unido da União Europeia, da concorrência do setor das empresas de tecnologia financeira e da externalização das atividades bancárias”, afirmou Danièle Nouy, Presidente do Conselho de Supervisão do BCE.

Além disso, “as autoridades de supervisão lançarão uma nova análise temática para obter uma perspetiva sobre as atividades externalizadas pelas entidades supervisionadas e como estas gerem os riscos associados. Estas análises poderão prolongar-se por mais de um ano”, acrescentou o supervisor bancário europeu.

O impacto da Norma Internacional de Relato Financeiro n.º 9 (International Financial Reporting Standard 9 – IFRS 9) nas instituições de crédito – e que entrará em vigor em 2018 – e a análise do cumprimento dos princípios para a agregação de dados sobre o risco e a prestação de informação sobre o risco, estabelecidos pelo Comité de Basileia de Supervisão Bancária estão também entre as áreas a que o BCE dará especial atenção.

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