Riscos ambientais e sociais marcam ano de 2017

Portugal, recorda o especialista de Risco da Marsh Portugal, Fernando Chaves, também viveu de perto estas alterações, com um verão extremamente quente, uma época de incêndios mais grave de sempre, a seca e a escassez da água para consumo.

Os riscos ambientais e sociais foram os mais relevantes pela primeira vez em 2017 no Global Risks Report 2017,  tanto em termos de probabilidade, como de impacto. O documento, cuja elaboração tem a colaboração da consultora Marsh, considera ainda que a desigualdade económica e a polarização social são tendências que vão marcar os desenvolvimentos globais nos próximos dez anos.

Em nota de imprensa, a Marsh adianta que os eventos climatéricos extremos, como tempestades, furacões, inundações, foram o risco a ocupar o primeiro lugar em termos de probabilidade e o segundo lugar em termos de impacto.

O risco de catástrofes naturais, como sismos, erupções vulcânicas, ocupava o terceiro lugar na probabilidade e o quarto em impacto, enquanto a falha na mitigação das alterações climáticas ocupava a quinta posição em termos de impacto.

Fernando Chaves, especialista de Risco da Marsh Portugal, lembra que “2017 fica marcado pelo número de eventos climatéricos e catástrofes naturais em todo o mundo. Com a mais forte temporada de furacões dos últimos anos, com os furacões Harvey e Irma a causarem enorme devastação e podendo vir a ser os mais caros para a indústria seguradora”.

Mesmo com todos estes alertas, acrescenta Fernandio Chaves, “o Acordo de Paris, que era um passo importante na mitigação das alterações climáticas, sofre um forte retrocesso com a saída dos EUA”.

Portugal, vinca o especialista, também viveu de perto estas alterações, com um verão extremamente quente,  uma época de incêndios mais grave de sempre, a seca e a escassez da água para consumo.

“Com a chegada do Inverno assistimos também às tempestades Ana e Bruno que apontam para um agravamento dos danos causados por este tipo de eventos. Portugal registou igualmente uma série de pequenos sismos que, não sendo raros, nos devem fazer recordar a necessidade de testar os planos de prevenção e resposta pós-crise”, afirma.

 

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