Round Hill Capital investe 200 milhões na aquisição da Smart Studios

Valor contempla a compra de duas mil camas para estudantes distribuídas por nove ativos localizados em Lisboa e Porto, contribuindo para a criação de um portfólio ibérico com um total de cinco mil camas.

A Round Hill Capitou adquiriu a empresa portuguesa Smart Studios por 200 milhões de euros que vão contemplar a compra de duas mil camas para estudantes distribuídas por nove residências de estudantes (PBSA) e co-living, com um área total de 53 mil m2, localizados em Lisboa e Porto, contribuindo para a criação de um portfólio ibérico com um total de cinco mil camas.

As residências localizam-se na sua maioria na Área Metropolitana de Lisboa (88%) com um ativo no Porto (12%) e com cerca de 900 camas distribuídas em cinco edifícios que estarão operacionais este ano, com a entrega dos restantes quatro edifícios prevista até 2025.

Em declarações ao Jornal Económico (JE), João Pita, responsável em Portugal da Round Hill Capital, refere que o foco passa por manter um compromisso de investimento a longo prazo em Portugal, “onde identificamos um mercado atrativo nas classes de ativos em que atuamos, em particular nos segmentos residencial e de acomodação de estudantes”.

Por outro lado, o responsável salienta que para além do segmento de acomodação de estudantes, a Round Hill Capital está focada em identificar oportunidades no segmento residencial.

“Atualmente, temos em construção no Campo Pequeno, em Lisboa, o projeto LUMINO, um empreendimento que irá disponibilizar 97 apartamentos de alta qualidade e uma residência de estudantes com um total de 380 quartos. A residência de estudantes abrirá portas já em setembro, enquanto se prevê que as primeiras unidades residenciais estejam prontas no primeiro semestre de 2023”, afirma.

João Pita esclarece também que o foco da empresa está nas grandes cidades do país, Lisboa e Porto, onde existe um grande potencial nas classes de ativos em que a Round Hill Capital atua.

Por sua vez, em comunicado, Ricardo Kendall, fundador da Smart Studios, sublinha que “estamos muito satisfeitos por termos alcançado um resultado tão bom no processo de venda. Acreditamos ter deixado a Smart Studios em excelentes mãos, com prestigiadas empresas de classe mundial que estão empenhadas no sector, que pretendem aumentar a oferta e melhorar a qualidade do alojamento para estudantes com pelo menos mais 1.100 camas que ficarão concluídas ao longo dos próximos três anos”.

A transação de 200 milhões de euros teve o aconselhamento da pbbr, JLL e Deloitte no lado dos compradores e CBRE, Savills, Arcadis e Morais Leitão no lado dos vendedores.

Na pbbr, estiveram envolvidos advogados das áreas de prática de Imobiliário e Urbanismo, Corporate, Bancário, Fiscal e Laboral, mais precisamente Pedro Pinto (sócio), Alexandre Jardim (sócio), Tânia Osório (sócia), Gonçalo Mendes Martins (associado), Isabel Brazão de Castro (associada) e Mário Silva Costa (consultor), entre outros.

No caso da Morais Leitão, a equipa alocada foi composta pelos advogados João Torroaes Valente (sócio), Fábio Castro Russo (advogado sénior), João Fotas (associado principal), Rui Ribeiro Lima (advogado sénior), Inês Pinto Leite (advogada sénior), Maria Gouveia (advogada sénior), José Amorim Magalhães (consultor), Clara Almeida (associada), Maria Carolina Gonçalves (associada principal) e Cláudia Castanheira dos Santos (consultora).

Já Igor Borrego, diretor da Capital Advisors na CBRE Portugal, realça que “foi uma transação de M&A particularmente complexa, envolvendo não só os ativos existentes e a plataforma operacional da Smart Studios, mas também os ativos em construção e os que serão entregues nos próximos anos. Tudo isto no contexto de uma pandemia, inflação e aumento das taxas de juro decorrentes do ambiente macroeconómico”.

Notícia atualizada a 29-07-2022

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