Rui Carneiro Duro, Check Point: Cibersegurança volta à agenda

As infraestruturas tecnológicas do Estado não ficam salvaguardadas pela simples existência do Centro Nacional de Cibersegurança, afirma Rui Carneiro Duro, sales manager da Check Point para Portugal. Um ano depois da criação do Centro Nacional de Cibersegurança, qual é a sua opinião sobre o desempenho desta organização? As infraestruturas tecnológicas, em particular as mais críticas, […]


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As infraestruturas tecnológicas do Estado não ficam salvaguardadas pela simples existência do Centro Nacional de Cibersegurança, afirma Rui Carneiro Duro, sales manager da Check Point para Portugal.

Um ano depois da criação do Centro Nacional de Cibersegurança, qual é a sua opinião sobre o desempenho desta organização? As infraestruturas tecnológicas, em particular as mais críticas, do Estado estão salvaguardadas?
Tenho uma opinião positiva sobre o trabalho do Centro Nacional de Cibersegurança. Desde logo porque realmente em tão pouco tempo (estamos a falar de um ano, começando do nada), teve a capacidade de agregar um número muito significativo de  pessoas, com distintas sensibilidades e necessidades, no âmbito da cibersegurança nacional. Não que anteriormente cada um, ou cada entidade, não existissem já preocupações e se fizesse trabalho nesta área, mas a grande mais valia foi realmente agregar todos num esforço comum. Isso foi visível na grande audiência e impacto que teve o evento C-Days realizado há uma semana atrás. Percebe-se que existe uma grande vontade por parte do Centro Nacional de Segurança em chamar todos e fazer sentir que cada um é um elo muito importante neste desafio. Ao mesmo tempo, é visível e clara a aposta na prevenção e consciencialização, como pilar do edifício da cibersegurança. As infraestruturas tecnológicas do estado não ficam salvaguardadas pela simples existência do Centro Nacional de Cibersegurança. Sabemos no entanto que tem sido feito algum trabalho entre o CNCS as entidades do Estado, no sentido de, em conjunto, elaborarem estratégias tendo em vista a melhoria contínua da segurança dos SI/TIC. Por outro lado, o facto de ter surgido o Centro Nacional de Cibersegurança, indiretamente trouxe para a agenda a cibersegurança e as preocupações com a segurança do SI/TIC e do ciberespaço, criando preocupações a alertas juntos das diversas entidades, dos seus gestores e dos seus decisores.

Confirma-se ou não que a segurança voltou a integrar a “agenda” dos decisores nacionais, como antecipou a IDC no início do ano?
Efetivamente, a segurança voltou a estar na agenda dos decisores nacionais. Tem-se notado este regresso de duas formas, pelo aumento significativo do interesse demonstrado, pelo numero de provas de conceito efetuadas, e embora de uma forma ainda tímida por um aumento do volume de vendas, o que nos deixa bastante otimistas sobre o futuro próximo.

Quais são as intenções de investimento em sistemas de segurança dos vossos clientes e prospects?
Quer para os clientes da Check Point, quer para os nossos prospects, os temas mais “quentes” são a deteção e prevenção de Zero-Days Atacks e a segurança na Mobilidade. Por um lado, as empresas sofrem hoje mais ataques direcionados e personalizados (target atacks), e a Check Point é já hoje líder tecnológico neste tipo de soluções, por outro lado a Mobilidade, é algo que ninguém conseguirá fugir, e que aumenta significativamente o risco e exposição das empresas a ataques e roubo de informação.

O país está aparentemente a sair da crise. O PIB aumentará 1,7% este ano, diz o Banco de Portugal. Este crescimento já se reflete no mercado da segurança tecnológica em geral e no negócio da Chek Point Portugal?
Existem para o negócio da segurança informática, duas boas notícias. Depois de um período onde o investimento na segurança abrandou, dada a evolução que houve em termos de ataques e técnicas, estas não poderão continuar mais tempo sem adaptar a estratégia de proteção contra ataques e evoluir as suas plataformas. Por outro lado, sente-se um ligeiro (embora tímido) regresso ao investimento após alguns anos de “seca”, o que nos deixa bastante otimistas quanto ao futuro.

Qual vai ser o volume de negócios da vossa empresa em Portugal em 2015? E quais as perspetivas para 2016?
Não estamos autorizados a revelar números locais. Contudo estamos em linha com os números que temos para este ano. Pelas razões anteriormente apresentadas, estamos bastante otimistas para 2016, penso irá ser um ano muito positivo e proveitoso para a Check Point em Portugal.

Qual foi a vossa estratégia em 2015 e quais vão ser as prioridades da Checkpoint em 2016?
A nossa estratégia para 2015 passou por uma forte aproximação ao cliente final e ao canal,  parte essencial da nossa estratégia. Para 2016 manteremos o caminho traçado até aqui: continuar como líderes do mercado tecnológico, e iremos reforçar o passar da mensagem da necessidade de abordar novas estratégias de segurança através de novas soluções.

Quais são as vossas principais apostas para Portugal? Quais são os principais lançamentos agendados pela vossa empresa para Portugal?
As nossas principais apostas serão a proteção contra Zero-Days Atacks e a segurança na mobilidade.

Quais são as precauções que as empresas devem implementar nas suas organizações para que a segurança da informação seja de facto uma realidade?
Existe um chavão que tem sido ao longo dos anos desvalorizado e ignorado: a segurança é um processo. Será necessário as empresas adotarem estratégicas de segurança, que passarão pelos processos, pelas pessoas e pela tecnologia. Esta é a única forma para que, de facto, a segurança seja uma realidade, pois são muitos os desafios, e são hoje muitas as formas de atacar as empresas. A mobilidade, a Internet of things, a interligação e partilha de informação entre todos. Não podemos continuar a pensar que uma firewall e um Antivírus no desktop é segurança.

Com a transformação digital (cloud, IOT, BYOD, Big data), quais são os desafios dos fabricantes de soluções de segurança?
Nos dias de hoje, a consolidação é um termo muito forte e de grande importância. O grande desafio para nós fabricantes, é conseguir endereçar com uma visão global todas esses desafios e realidades. Está provado que uma segurança mais simples é uma segurança mais eficaz. Logo, o grande desafio será oferecer uma estratégia global, uma gestão global e tecnologia para todas essas necessidades. A Check Point é líder nesta perspetiva e forma de endereçar as necessidades dos clientes. Temos uma estratégia, a capacidade de gerir de forma global e unificada todo um conjunto de tecnologia que endereça estas necessidades.

Qual o balanço que faz do C-Days 2015?
O balanço que fazemos do evento é bastante positivo, sendo possível fazer dois balanços distintos do C-Days. Em termos do evento em si, achamos que foi um sucesso enorme, a demonstração clara da importância do tema abordado, a demonstração da importância do CNCS e que a comunidade reconheceu estando presente, e a qualidade do evento organizado com 47 oradores de oito nacionalidades diferentes, mais de 900 participantes com uma média de 400 participantes no auditório principal. Desde o primeiro momento que abraçamos este projeto, e percebemos a sua importância, assumindo o papel de patrocinados Platinum, e não estávamos errados, tivemos uma exposição da marca Check Point muito grande, conseguimos contactar um número muito grande de clientes e prospects, e aproveitamos para fazer uma sessão paralela sobre a proteção de infraestruturas críticas, com uma participação superior a 70 pessoas. Seguramente um evento a repetir e de grande importância nacional.

Por Mafalda S. Monteiro/OJE

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