Rui Horta e Costa sai dos CTT por causa da Operação Marquês

Envolvimento na operação relacionada com o primeiro-ministro José Sócrates foi noticiado pelo Correio da Manhã e a renúncia ao cargo nos CTT foi ao início da tarde comunicada à CMVM.

Menos de um dia depois de os CTT – Correios de Portugal terem anunciado a designação dos novos membros para o mandato entre 2017 e 2019 (que terá lugar na próxima assembleia geral anual a 20 de abril), já há uma baixa.

Rui Horta e Costa comunicou hoje a sua renúncia ao cargo de Administrador Não-
Executivo dos CTT, assim como a sua indisponibilidade para o exercício de idênticas funções no mandato 2017-2019, “por motivos pessoais supervenientes à divulgação ontem efetuada das Recomendações da Comissão de Governo Societário, Avaliação e Nomeações do Conselho de Administração dos CTT”. Segundo o Dinheiro Vivo, a razão da demissão é o facto de ter sido constituído arguido na Operação Marquês. Notícia esta divulgada pelo Correio da Manhã.

O jornal noticiou esta quarta-feira que Rui Horta e Costa é o 21º arguido da Operação Marquês, processo que envolve o ex-primeiro-ministro, José Sócrates.

“Atento o referido e no exercício das suas competências, a Comissão de Governo Societário, Avaliação e Nomeações diligenciará a necessária alteração às respetivas Recomendações quanto à composição dos órgãos sociais dos CTT para o mandato 2017-2019, mantendo os Acionistas da Sociedade e o mercado prontamente informados”, diz o comunicado.

O mandato dos órgãos sociais dos CTT terminou no final de 2016 e a designação dos novos membros para o mandato entre 2017 e 2019 terá lugar na próxima assembleia geral anual a 20 de abril.

A empresa definiu a separação entre as funções de presidente do conselho de administração e presidente da comissão executiva, com vista ao “enfoque estratégico”. Francisco de Lacerda fica assim CEO e deixará de acumular a função de chairman.

A comissão executiva vai manter 5 membros. Haverá uma comissão especializada em matérias relativas a governo societário, nomeações e avaliação composta por 5 administradores não-executivos e uma maioria de independentes.

A lista para o triénio 2017-2019 cumpre o  objetivo de 30% do género feminino no conselho.

André Gorjão Costa figura na lista de cargo recomendado como administrador executivo (CFO), assim como Dionizia Ferreira, António Pedro Silva e Francisco Simão

Já Nuno Fernandes Thomaz, José Fino, João Bento, Luísa Anacoreta Correia, Céline Abecassis-Moedas e Belém Corbi são indicados para membros não-executivo do Conselho.

Manuel Castelo Branco deixa a administração dos CTT.

Na comissão de vencimentos, como independente está João Talone, Rui Alpalhão e Manuel Alves Monteiro. Júlio Castro Caldas presidente à mesa da AG.

Relacionadas

Revisão das estimativas dos CTT custa 142 milhões de euros em bolsa

A revisão em baixa das receitas penalizou as ações. A empresa mantém a intenção de pagar um dividendo de 48 cêntimos por título, mas os analistas consideram que, no futuro, a distribuição de resultados pelos acionistas poderá ficar condicionada.
Recomendadas

PremiumBanca antevê dificuldades em identificar todos os clientes em 45 dias

Os bancos têm 45 dias para verificar se têm clientes do crédito à habitação que qualifiquem para efeitos da aplicação do diploma do Governo, mas o apuramento dos rendimentos reais é um obstáculo.

Juro médio nos novos créditos à habitação em outubro com maior subida mensal desde 2003

“Trata-se da maior subida mensal desde o início da série estatística, em 2003”, salienta o Banco de Portugal (BdP), explicando que “esta evolução acompanha a subida das taxas médias da Euribor”.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta sexta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta sexta-feira.
Comentários