Rui Rio não comenta candidatura de Montenegro à liderança do PSD e frisa que foco “é cumprir a sessão legislativa”

O ainda líder dos sociais democratas referiu ainda que Santos Silva, escolha do PS para a presidência da Assembleia da República, “tem lógica” e que o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros “tem condições para ser um bom presidente”.

José Coelho/Lusa

Rui Rio não revela como será a sua carreira política nos próximos quatro anos uma vez que a liderança da bancada do PSD deverá ser assumida por Paulo Mota Pinto, decisão anunciada esta segunda-feira e que foi tomada na sequência da conversa com o ainda líder do partido.

À chegada do Parlamento, esta terça-feira, naquela que é a primeira primeira reunião plenária entre os partidos eleitos nas últimas eleições legislativas e que tem na agenda a eleição do novo Presidente da Assembleia da República, cargo ocupado desde 2015 por Ferro Rodrigues, Rui Rio frisou que a sua intenção, para já, é de “é cumprir esta sessão legislativa, a que se está iniciar hoje”.

Quanto ao anúncio de candidatura de Luís Montenegro à liderança do PSD, o líder dos sociais democratas recusou-se a fazer comentários, não avançado com uma explicação para a sua ausência no arranque da reunião plenária

“Não acho nada estranho, mas não vou fazer comentários”, apontou Rio garantindo que se manterá “afastado” da questão da sua sucessão na liderança do partido.

Sobre a escolha de Santos Silva para a presidência da Assembleia da República, Rui Rio diz que “tem condições para ser um bom presidente”: “Pode ser um bom ou mau, é uma escolha com lógica, com currículo, tem condições para ser bom presidente”, enquanto que sobre a constituição do Governo definida por António Costa, Rui Rio aponta que “há naturalmente uma escolha que é polémica”, referindo-se a Adão e Silva, que tutelará a Cultura.

“Sabemos que se impôs na vida pública fundamentalmente através de comentários permanentemente a defender o Governo como se de um comentador independente se tratasse. Todos percebíamos, e agora está ainda mais claro, que não era independente, era um comentador ligado ao Partido Socialista”, frisou o líder do PSD.

Quanto a Fernando Medina na pasta das Finanças, o líder social democrata reconhece as críticas mas ressalva que só tecerá comentários quando o antigo autarca de Lisboa iniciar funções.

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