Rui Rocha pede Iniciativa Liberal forte e unida: “Depois de amanhã vamos todos juntos virar o país do avesso”

Candidato apoiado por João Cotrim Figueiredo disse que o partido sairá da Convenção Nacional sem fracturas, “seja qual for o resultado”. Mas reafirmou que a sua lista é a melhor para construir algo diferente do “país do PS”.

O deputado Rui Rocha, candidato à presidência da Comissão Executiva da Iniciativa Liberal (IL), terminou a apresentação da sua moção de estratégia global com um apelo à união interna: “Amanhã, depois das eleições, vamos todos juntos virar o país do avesso”, disse, retomando a mensagem conciliatória com que iniciara a sua primeira intervenção na Convenção Nacional que decorre neste fim-de-semana no Centro de Congressos de Lisboa.

“É unidos que vamos sair daqui, seja qual for o resultado”, disse minutos antes Rui Rocha, que enfrenta Carla Castro e José Cardoso na escolha da sucessão de João Cotrim Figueiredo. Numa Convenção Nacional a que a Iniciativa Liberal chega particularmente dividida, com críticas cruzadas nas redes sociais e nos debates, e em que o ainda líder dedicou parte do seu discurso a criticar os críticos da sua presidência, Rocha deixou a previsão de “um futuro extraordinário em qualquer cenário”.

No entanto, Rui Rocha defendeu a Lista L como a mais indicada para elevar a Iniciativa Liberal a um partido que possa transformar Portugal em algo diferente do “país do PS”, marcada pelas listas de espera na saúde ou pelos milhões entregues à TAP. E realçou que o objetivo de elevar o partido a terceira força política nacional, o que considera ser “inevitável com o tempo”, não será suficiente com apenas 8% dos votos.
“Não quer fazer cócegas ao sistema. Quero mudar Portugal. Nós vamos mudar Portugal”, disse o eleito por Braga, que conta com o apoio da maioria do grupo parlamentar (incluindo do ainda líder, João Cotrim Figueiredo), que dedicou atenção aos “combates políticos que estão à porta”.

Desde logo a entrada da Iniciativa Liberal na Assembleia Regional da Madeira, onde Rui Rocha não quer apenas eleger o primeiro deputado liberal, mas sim o primeiro grupo parlamentar, pressupondo-se a meta de ter pelo menos dois eleitos. Em sua opinião, será a forma de contribuir para a “libertação da Madeira” do ponto de vista da liberdade de expressão e da liberdade económica.

“Queremos lançar as bases para a Iniciativa Liberal ser protagonista do rompimento definitivo do bipartidarismo”, afirmou, exemplificando consequências dos entendimentos entre PS e PSD, incluindo o fim dos debates quinzenais com o primeiro-ministro e da possibilidade de uma questão tão estruturante quanto o novo aeroporto de Lisboa seja “decidida entre quatro paredes por António Costa e Luís Montenegro”.
Também não foi esquecida na apresentação da moção global de estratégia pôr fim aos efeitos do bipartidarismo na ocupação do aparelho do Estado. “O PSD faz na Madeira exatamente o que o PS faz no Continente”, sentenciou, defendendo que “Portugal precisa de uma solução política diferente”.

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