PremiumRumo à web3: Startups já captam “montantes muitíssimo consideráveis”

À medida que a ‘blockchain’ passa a ter lugar cativo no ecossistema empreendedor, também cresce o interesse dos investidores na próxima iteração da internet: a descentralização. Há que regular sem castrar a inovação, dizem especialistas.

As startups ligadas à blockchain e à descentralização estão a multiplicar-se e a atrair cada vez mais investimento – e Portugal não é exceção à tendência. “Existe um claro aumento de iniciativas direcionadas para a web3”, revela ao JE o diretor executivo da Startup Lisboa, Gil Azevedo.

Contudo, esse aumento não se sente só na incubadora lusa. “Têm vindo a aparecer mais use cases e infraestruturas para dar resposta aos projetos que estão a aparecer: mais rápidos, sustentáveis e seguros”, explica Azevedo. Por cá, mais de um terço (35%) das empresas que compõem a próxima fornada da Startup Lisboa estão relacionadas com a web3, revela o diretor executivo da incubadora. Lá fora, um cenário semelhante. No início deste ano, em apenas 24 horas, duas empresas ligadas ao desenvolvimento de aplicações descentralizadas anunciaram rondas de investimento astronómicas: a 7 de fevereiro, a indiana Polygon Technology, assente na blockchain, fechou uma ronda de 450 milhões de dólares (434 milhões de euros) que resultou numa avaliação de 13 mil milhões e no dia seguinte foi a vez de a norte-americana Alchemy anunciar uma ronda de 200 milhões e a valer mais de 10 mil milhões. A empresa fornece serviços de hospedagem para aqueles que querem transacionar na blockchain, como se fosse uma Amazon Web Services da web3.

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