Rússia ameaça expulsar jornalistas estrangeiros se Youtube bloquear briefings do Kremlin

Zakharova, que têm realizado um briefing por semana sobre a política externa russa, incluindo a intervenção militar do país na Ucrânia, disse que o ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia já alertou o YouTube sobre o bloqueio de conteúdos.

O ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia ameaçou esta quinta-feira, 26 de maio, expulsar jornalistas estrangeiros do país, caso o YouTube volte a bloquear o acesso aos briefings da sua porta-voz, Maria Zakharova.

Zakharova, que têm realizado um briefing por semana sobre a política externa russa, incluindo a intervenção militar do país na Ucrânia, disse que o MNE da Rússia já alertou o YouTube sobre o bloqueio de conteúdos.

“Nós apenas dissemos: ‘se bloquearem outro briefing, um jornalista ou meio de comunicação norte-americano volta para casa'”, afirmou Zakharova à agência de notícias “TASS”.

“Caso outro briefing seja bloqueado, nomearemos um jornalista específico ou um meio de comunicação específico para voltar a casa”, acrescentou a ministra.

As ameaças de Zhakarova acontecem dias depois dos legisladores russos aprovarem um projeto de lei que dá aos promotores poderes para encerrar meios de comunicação estrangeira em Moscovo se um país ocidental for considerado “hostil” com o seu conteúdo aos meios de comunicação russos.

A medida tem como principal objetivo retaliar os encerramentos/proibições impostas aos meios de comunicação russos estatais em alguns países do ocidente.

Zakharova também já tinha alertado na quarta-feira, 25 de maio, que Moscovo está a trabalhar em medidas contra os meios de comunicação de língua inglesa em resposta a “ações hostis” de governos estrangeiros em relação aos meios de comunicação russos, sem adiantar detalhes.

Em março, o presidente Vladimir Putin assinou uma lei que prevê uma pena de prisão de até 15 anos para meios de comunicação que divulguem intencionalmente notícias “falsas” sobre os militares russo, o que acabou por provocar uma debandada de alguns meios de comunicação ocidentais, embora algumas organizações ocidentais, como a “Reuters”, tenham decidido permanecer no país.

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